| dc.description.abstract | Os currículos podem ser compreendidos como artefatos culturais que organizam, analisam e delimitam determinados saberes como formativos. No entanto, não são apenas documentos oficiais que operam desta maneira e geram efeitos na constituição das pessoas. As histórias de vida de um sujeito deixam marcas no seu processo de ser e estar no mundo, que são evidências de sua trajetória formativa, de seu currículo. Ao voltarmos o olhar para este currículo, educações são operadas. Este texto apresenta o relato de si de um jovem gay durante o seu trânsito pelos espaços educativos em uma universidade pública federal do município de Londrina-PR como o objetivo de apresentar e analisar a sua história de vida e as marcas deixadas na memória deste acerca de sua trajetória formativa nos espaços educativos, além de refletir acerca dos usos desses espaços por ele. Para tanto, a escrita da história de vida foi proposta com o intuito de conhecer e registrá-la segundo embasamento teórico-metodológico de narrativas de si. As análises e problematizações estão pautadas na análise do discurso e suas significações, em especial, em duas linhas analíticas, a saber: o caráter geracional e as marcas deixadas nas memórias dos jovens gays durante o trânsito pelos espaços educativos; e os usos dos espaços em relação as identidades gays. De acordo com o objetivo apresentado, compreender quais são/foram e de que maneira as marcas deixadas na memória deste jovem gay afetaram seus percursos formativos bem como as negociações realizadas por este nos espaços educativos é muito importante para perceber que relações de poder instauraram concepções e marcas nos corpos, ou seja, é preciso pensar no quanto se está disposto a ser visto e tracionar as ecologias em determinado espaço educativo ou suprimir categorias identitárias e buscar outros espaços. Acredita-se que os fragmentos da história de vida apresentada permitam conhecer coisas, experiências e subjetividades para além dos ofícios escolares. | |