AULAS PRÁTICAS COMO ESTRATÉGIA PARA MELHORIA NO APRENDIZADO DE GENÉTICA NO ENSINO MÉDIO
Data
2019-10-08Autor
Bruno Ziroldo
Ana Karolina Gasparini
Isabela David
Raíssa da Silva
Crislainy Carlos
Carolini de Paula
Metadata
Mostrar registro completoResumo
A escassez de tempo e a quantidade elevada de conceitos a serem abordados, são fatores que contribuem de maneira direta e significativa para que conteúdos da disciplina de biologia sejam trabalhados de maneira tão superficial e desconexa a ponto do aluno não considerar qualquer relação entre os mesmos e o cotidiano, sequer evidenciando aplicação ou observação direta de diversos destes aprendizados em seu próprio organismo, transformando a biologia em uma ciência abstrata. Os modelos de ensino-aprendizagem significativos devem transcender as abordagens tradicionais, buscando alternativas que possibilitem a criação de um aluno crítico, questionador e com capacidade de associar e aplicar o conhecimento adquirido em sala no seu cotidiano. É inquestionável e fortemente embasado por estudos a ideia de que o trabalho prático é importante no ensino de Ciências e Biologia no complemento a abordagem teórica desenvolvida em sala de aula. A experimentação permite ao aluno a oportunidade de compreender seu cotidiano cientificamente, estimulando sua habilidade de observar, elaborar e organizar ideias, refletir e discutir sobre as mesmas de modo a reelaborar e resignificar conceitos teóricos, tornando sua compreensão uma ação mais orgânica e dotada de significado. Todavia, merece destaque que na maioria das instituições de ensino básico há um negligenciamento da oferta de atividades práticas aos alunos pelos mais variados motivos. Dentre algumas das áreas que carregam consigo notoria e historicamente uma dificuldade de aprendizado, destacamos a genética: ramo da biologia que faz estudo da hereditariedade. A tipagem sanguínea é um dos assuntos em genética que mais atrai a curiosidade dos alunos por ser uma característica hereditária que o mesmo conhecem as custas de um exame hematológico que não traz consigo grandes explicações, apenas uma informação pronta e direta sobre qual tipo sanguíneo o examinado carrega, criando ares de mistério quanto a como essa tipagem é deduzida. Diante da facilidade em se realizar a tipagem sanguínea em um laboratório de ciências e do significado que tal execução traz ao aprendizado do aluno, o presente trabalho tem por objetivo desenvolver e aplicar aos alunos do ensino médio técnico integrado do Istituto Federal do Paraná, Campus Londrina, uma atividade prática de tipagem sanguínea a fim de potencializar e complementar a teoria já ensinada sobre o assunto.