Plantas medicinais utilizadas como biofertilizantes sobre o desenvolvimento inicial de erva-baleeira
Resumo
Resumo : a origem do conhecimento sobre as diversas utilizações das plantas confunde-se com a própria história do homem. A etnobotânica busca resgatar e valorizar esses conhecimentos na agricultura, existindo uma enorme variedade de plantas que podem ser usadas como biofertilizantes. A Instrução Normativa N° 61, de 08 de julho de 2020 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), classifica as plantas medicinais como uma classe de biofertilizantes. A biomassa vegetal pode atuar como bioestimulante natural do crescimento de plantas ou como biopesticida e estão sendo cada vez mais integrados em sistemas de produção, com o objetivo de melhorar os processos metabólicos e aperfeiçoar o potencial produtivo. Este trabalho teve como objetivo estudar o efeito da utilização de panaceia (Solanum cernuum Vell.) e de ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Miller) sobre o desenvolvimento inicial (crescimento e enraizamento) de estacas de ervabaleeira (Varronia curassavica Jacq.). Após 90 dias do plantio das estacas, foram avaliados: mortalidade, número de brotações novas, número de raízes, peso da parte aérea (brotos) e peso das raízes. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey. A utilização de biomassa foliar seca de panaceia resultou em maior número de raízes (145%) e massa fresca de raízes (43%), além de uma maior massa fresca dos brotos (71%). O substrato contendo biomassa foliar de panaceia e ora-pro-nóbis em conjunto apresentaram a maior porcentagem de enraizamento das estacas vivas sendo de 80%, porém, não houve aumento do número ou massa fresca destas raízes. Este substrato de panaceia e ora-pro-nóbis resultou em um aumento da massa fresca dos brotos (110%). Os resultados mostraram que a biomassa de panaceia e ora-pronóbis podem ser utilizadas como biofertilizantes promovendo o enraizamento e crescimento de estacas de erva-baleeira.