Práticas educativas na educação inclusiva : o jogo e o brinquedo
Resumo
Resumo: Quando SAMPLES (1990:24) refere-se ao brinquedo, evidencia tal experiência por parte da criança como sendo essencial ao seu crescimento físico e psíquico e totalmente desvinculado ao que os adultos consideram como certo ou errado dentro do processo de aprendizagem. Segundo o autor a "brincadeira" foi-se ampliando até abranger a idéia de "trabalho alegre". Pesquisas recentes destacam o papel do jogo na formação completa da criança. Inúmeras bibliografias são oferecidas a respeito do assunto, entretanto, com algumas exceções, ainda não existem reflexões aprofundadas sobre os resultados efetivados desses recursos dentro da sala de aula. As escolas, bem como os professores do futuro, não serão iguais aos atuais. A emergência de mudanças no mundo nos leva a tal conclusão. As escolas deverão estabelecer novos perfis, transformando muitas de suas idéias e aprendendo a viver com as incertezas que a realidade lhes impõe. Uma dessas grandes incertezas vivenciadas pela escola atualmente é a inclusão de crianças com necessidades especiais junto à classe ditas "normais". São grandes as dúvidas e receios por parte dos profissionais em educação. Percebe-se a enorme confusão até mesmo na conceitualização e diferenciação de termos como necessidade educativa especial, necessidade especial e dificuldade de aprendizagem. A palavra inclusão é muito falada, mas pouco compreendida. As diferentes formas de desenvolvimento do processo inclusivo ainda são fatores desconhecidos pela maioria dos professores que tentam trabalhar da melhor maneira possível, mas totalmente desamparados em termos de referenciais não só dentro da escola como também fora dela. Nos últimos tempos tem se revelado uma grande necessidade em buscar soluções para o processo de inclusão de alunos portadores de necessidades especiais resultando em práticas educativas diferenciadas para que este processo aconteça de forma mais eficaz e com menos limitações. O brinquedo e o jogo se revelam grandes aliados no processo inclusivo, pois, se tratam das metodologias que mais se identificam com o universo infantil. Nós, educadores, somos herdeiros de uma sociedade onde o brincar é radicalmente diferenciado do trabalhar, sob o aspecto da seriedade e da dificuldade, fomos arrebatados nesta pesquisa por uma série de preconceitos que nos impedem de explorar a brincadeira como recurso indispensável ao aprender, mas também por uma gama de sugestões interessantes para subtrair estes preconceitos do cotidiano escolar inclusivo
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