A educação de portadores de necessidades educativas especiais
Resumo
Resumo: O desenvolvimento do homem, seja a nível social, histórico, psicológico, ou biológico, sempre foi uma preocupação central para os estudiosos do ser humano. Para compreender o desenvolvimento humano, há muito tempo vários estudiosos vêm pesquisando a aprendizagem. Como ela ocorre? Como o homem aprende? O que o impulsiona em direção à aprendizagem? Embora não haja consenso sobre o como seria e o que exatamente estaria envolvido no processo de aprendizagem e mesmo existindo concepções bastante variadas, as teorias psicológicas partem de um princípio comum, de que o desenvolvimento humano ocorre na interação do indivíduo com o meio. A maioria dos estudos aponta a motivação como algo que ativa o comportamento do homem, impulsionando-o em direção a algum objetivo, ao passo que a ausência de motivação pode fazer com que ele "fracasse" em suas tentativas, ou até mesmo que deixe de tentar atingir um objetivo determinado. Observamos de perto o trabalho maravilhoso desempenhado pelos colaboradores (familiares, médicos, jornalistas, estudantes...) que estão dispostos a tornar o portador de Síndrome de Donw um indivíduo integrado socialmente, dispostos a extinguir o preconceito arraigado durante séculos dando não só a palavra aos portadores mas também o direito à vida independente, concedendo seus direitos e seus deveres, fazendo-o sentir-se responsável por si e importante, concedendo a cidadania a que todos temos direito. Através do processo interativo, indivíduos mais experientes auxiliam os menos experientes na elaboração de conceitos que a humanidade construiu e veio modificando através da história. A criança, então, interage com tais informações e vai alterando-as de acordo com suas próprias experiências de vida. Ou seja, o aprendiz não é meramente um receptor passivo, mas um sujeito que interage com as novas informações, uma vez que estas entram em contato com as já existentes, anteriormente internalizadas e são transformadas conforme as experiências de cada indivíduo. No que se refere à educação não podemos pensar em eqüidade sem antes considerar a inclusão de todos, no sentido de romper a barreira do acesso das classes populares riqueza social. A educação que visa a inclusão de todos assume um caráter indenizatório: supõe o reconhecimento e a restituição das perdas ao desenvolvimento humano causadas pela cultura elitista, dominadora, machista, pela subordinação econômica e política a que o neoliberalismo nos submete como países emergentes. Acreditamos que a escola tem um papel fundamental nesse processo indenizatório. 0 primeiro passo para isso o da conscientização dos padrões de dignidade. Vimos defendendo que não se avançará na consolidação das garantias sociais enquanto a sociedade civil não encaminhar um projeto solidário nessa direção. Precisamos construir uma pedagogia da inclusão. Não basta a palavra de ordem: "toda criança na escola". É possível democratizar o ensino e o conhecimento. Há uma enorme satisfação em encontrar uma resposta a uma pergunta que nos inquieta. Esse prazer precisa ser democratizado, todos podem e devem aprender, independente de idade, sexo, raça ou qualquer outro fator distintivo
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