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    Discursos sobre o desenho na formação inicial de professores de ciências : criatividade, imaginação e autoria em análise

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    R - D - TAIRINE FREISLEBEN ESTEVINHO.pdf (6.707Mb)
    Data
    2025
    Autor
    Estevinho, Tairine Freisleben
    Metadata
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    Resumo
    Resumo: Esta dissertação parte da premissa de que o desenho não se configura apenas como uma ferramenta ilustrativa, mas também como uma prática discursiva atravessada por ideologias, formações imaginárias e pela incompletude constitutiva da linguagem, sendo capaz de expressar significados, possibilitar experiências de autoria e mediar a aprendizagem de conceitos científicos. O estudo fundamenta-se teoricamente na Análise de Discurso (AD) de linha francesa e estabelece diálogo com autores que discutem a imaginação, a autoria e a linguagem no campo educacional. O objetivo central da investigação consiste em compreender os discursos de futuros professores de Ciências acerca do desenho na perspectiva da formação da imaginação, criatividade e autoria na prática educativa. As condições de produção da pesquisa envolvem estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que, especificamente, cursavam a disciplina de "Metodologia de Ensino de Ciências e Biologia", durante o primeiro semestre de 2024. Participaram 34 licenciandos, dos quais 15 atenderam aos critérios previamente estabelecidos e compuseram o corpus de análise. As materialidades discursivas analisadas incluem questionários, atividades individuais e coletivas, além de propostas pedagógicas e manuais didáticos ilustrados elaborados pelos estudantes. Os resultados demonstram que, em grande parte dos discursos, o desenho é compreendido de forma parafrástica, associado à memorização e visualização de conteúdos. Contudo, emergem também movimentos de polissemia e deslocamentos criativos, nos quais o desenho é ressignificado como linguagem expressiva, gesto de autoria e espaço de imaginação científica. Essa tensão evidencia o entrecruzamento de formações imaginárias que posicionam o professor como técnico e reprodutor, e o aluno como sujeito passivo, mas que também abre possibilidades para práticas mais autorais e inventivas. A análise revela que o desenho, quando mobilizado como linguagem, permite ao estudante transitar entre o real e o possível, elaborando hipóteses, narrativas e representações próprias. A imaginação, nesse contexto, não se limita a um recurso estético, mas atua como motor epistemológico e didático metodológico, capaz de articular razão e sensibilidade no ensino de Ciências. O estudo aponta ainda que a formação inicial docente oferece pouca atenção para a mobilização do desenho como prática pedagógica autoral, embora experiências formativas que o valorizam possam estimular a autoria tanto discente quanto docente. Conclui-se que o desenho, em articulação com a imaginação, constitui uma prática discursiva de grande potencial epistêmico, pedagógico, discursivo e formativo para o ensino de Ciências, favorecendo a autoria, a criatividade e a produção de sentidos singulares. Essa compreensão contribui para ampliar o debate sobre o desenho no campo das pesquisas em educação, acerca da centralidade da linguagem no processo educativo, e reafirma a necessidade de práticas educativas que rompam com o discurso pedagógico autoritário, abrindo espaço para um ensino mais plural, sensível e inventivo
     
    Abstract: This dissertation is based on the premise that drawing is not merely an illustrative tool but also a discursive practice shaped by ideologies, imaginary formations, and the constitutive incompleteness of language. Drawing is capable of expressing meanings, enabling authorship experiences, and mediating the learning of scientific concepts. The study is theoretically grounded in French-line Discourse Analysis (DA) and engages with authors who explore imagination, authorship, and language in the educational field. The central objective of this research is to understand the discourses of future Science teachers regarding drawing from the perspective of fostering imagination, creativity, and authorship in educational practice. The study was conducted with students enrolled in the Bachelor’s degree in Biological Sciences at the Federal University of Paraná (UFPR), specifically attending the course Methodology of Science and Biology Teaching" during the first semester of 2024. Of the 34 participants, 15 met the pre-established criteria and constituted the analysis corpus. The discursive materials analyzed included questionnaires, individual and group activities, as well as pedagogical proposals and illustrated teaching manuals produced by the students. The results show that, in most discourses, drawing is understood in a paraphrastic manner, associated with memorization and content visualization. However, instances of polysemy and creative shifts also emerge, in which drawing is re-signified as an expressive language, an act of authorship, and a space for scientific imagination. This tension highlights the intersection of imaginary formations that position the teacher as a technician and reproducer, and the student as a passive subject, while simultaneously opening possibilities for more authorial and inventive practices. Analysis reveals that when drawing is mobilized as a language, it allows students to navigate between the real and the possible, developing hypotheses, narratives, and their own representations. In this context, imagination is not limited to an aesthetic resource but functions as an epistemological and didactic-metodological driver capable of articulating reason and sensibility in science teaching. The study also points out that initial teacher education offers limited attention to the mobilization of drawing as an authorial pedagogical practice, although formative experiences that value it can stimulate authorship among both students and teachers. In conclusion, drawing, in conjunction with imagination, constitutes a discursive practice of significant epistemic, pedagogical, discursive, and formative potential for science education, fostering authorship, creativity, and the production of singular meanings. This understanding contributes to broadening the debate on drawing within the field of educational research, particularly regarding the centrality of language in the educational process, and reaffirms the need for educational practices that break away from authoritarian pedagogical discourse, creating space for a more plural, sensitive, and inventive approach to teaching
     
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/100138
    Collections
    • Dissertações [1060]

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