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dc.contributor.advisorKuenzer, Acácia Zeneidapt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.creatorSilva, Francisco Carlos Lopes dapt_BR
dc.date.accessioned2026-01-09T18:34:56Z
dc.date.available2026-01-09T18:34:56Z
dc.date.issued2002pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/100108
dc.descriptionOrientadora : Acácia Z. Kuenzerpt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artespt_BR
dc.description.abstractResumo: Esta pesquisa analisa a relação entre educação e trabalho a partir de uma unidade de abrigo, instituição pública do município de Curitiba, para atendimento a adolescentes. O tema é importante no contexto de erradicação do trabalho infantil e regularização do trabalho do adolescente. O estudo de caso foi realizado com os referenciais do materialismo histórico e dialético, mediante observações e entrevistas semi-estruturadas com adolescentes, educadores, direção, professores, orientadores educacionais das escolas freqüentadas. A partir das categorias "acumulação flexível e neoliberalismo", analisam-se os determinantes da exclusão social e econômica, a educação e trabalho destinados aos adolescentes excluídos. Com base em pesquisa bibliográfica e documental, analisam-se as diversas concepções e instituições destinadas a crianças e adolescentes excluídos, existentes ao longo da história brasileira, tendo como recorte as formas de educação e trabalho. Focaliza-se o Abrigo no contexto das políticas de assistência à criança e ao adolescente. Discute-se à luz da concepção marxista de trabalho a relação entre educação e trabalho tendo como base as experiências dos atores envolvidos. Investigam-se a escola, educação profissional e o trabalho, vivido pelos adolescentes. Constata-se que, no âmbito intemo do Abrigo assume um referencial pedagógico crítico com base na experiência de Makarenko, educador soviético; sendo assim, o trabalho educativo ali desenvolvido toma a organização do coletivo, na sua dinâmica intema em pequenos grupos, a escola e o trabalho como pontos fundamentais da sua ação. Conclui-se que a ação ali desenvolvida encerra possibilidades de mudanças, ampliação da educação dos beneficiados, além de inovar, quando acompanha por iniciativa original os desligados maiores de dezoito anos. Por outro lado, a institucionalização e o afastamento familiar continuam sendo as formas de enfrentamento da exclusão. Analisam-se as contradições entre a proposta oficial do abrigo e a realidade vivida em outros espaços pelos adolescentes. A escolarização é reforçada pelo Abrigo, mas quando no espaço real da escola contraditoriamente é de baixa qualidade e desvinculada da vida do adolescente. Os vínculos entre trabalho e educação estão distorcidos, de forma que a escola não se articula com as experiências de trabalho dos adolescentes. A educação profissional em instituições destinadas a esse fim é deficiente e preparadora para postos de trabalho manuais desqualificados. O trabalho como ojfice-boy e jomaleiro não profissionaliza, assume a função de estratégia de sobrevivência, onde educativo é suprimido pelo produtivo prevalecendo a exploração, contratos de trabalhos flexíveis, baixa remuneração, exposição a riscos, doenças, baixo nível de aprendizagem no local de trabalho, além da precariedade da formação recebida para ocupar os postos de trabalhos; por outro lado, a força de trabalho do adolescente é orgânica à acumulação do capital. Questiona-se a iniciação profissional a cargo do setor privado intermediado por programas governamentais sem garantias de uma profissionalização, que configura um processo de aprendizagem das normas de submissão do capital e formação da mão-de-obra para postos de trabalho desqualificados. Recomenda-se uma política estatal que supere o assistencialismo, assegure os direitos básicos, retome o vínculo entre educação e trabalho e uma política de profissionalização na qual o educativo prevaleça sobre o produtivopt_BR
dc.description.abstractAbstract: The aim of the present research is to understand the relationship between education and work, studying the approach of a Curitiba public sheltered house for adolescents. This subject is important regarding the eradication of infantile work and regulation of adolescent labor. The study case has been accomplished having as a theoretic basis the Marxism and instruments as interviews with adolescents, educators, headmasters, teachers, pedagogues. Studying the approach of "new-liberalism and flexible accumulation", we study the main causes of economical and social exclusion, besides the education and work for excluded adolescents. With bibliographical research and documentation, we understand a great variety of conceptions and institutions for excluded children and adolescents, ali long the Brazilian History, having as the main subject education and work. We consider the sheltered house regarding the public policies for children and adolescents. We discuss, based on Marxist theory for work and the relationship between education and work, observing the people’s experiences. We investigate the school, the professional education, the work for adolescents. As a conclusion, we discovered that in the sheltered house there is a pedagogical orientation based on the experience of Makarenko, the sovietic educator. Because of that, the work developed in the sheltered house is collective, done in little groups, having the school and work as their main action points. We conclude that the actions developed there can generate changes, increasing the education opportunities for the adolescents. Besides, the actions can innovate, when the adolescent in accompanied after leaving the institution. On the other hand, the institutionalization and the familial remoteness are the ways of combating the exclusion. We examine the contradictions between the official sheltered house and the adolescents’ real life. The education importance is reinforced in the sheltered house. But, the education quality is under the average levei and far from the adolescent reality. The links between work and education are deformed. Thus, the school does not understand the adolescent’s work experiences. The professional education, in institutions created for that purpose, is ineffícient. It teaches only for not qualified tasks. Occupations as office boy and paper boy are not professions. They are only a strategy for surviving. Therefore, the educative approach is substituted by the work exploitation. Flexible labor contracts, low wages, physical risks, diseases, low leveis of leaming in the work environment, insufficient skills for some tasks. The adolescent labor is important for capital accumulation. We question the professional courses offered by the private sector that are intermediate by govemmental programs. Those courses do not guarantee the leaming of a profession, by reinforce the domination of capitalism.pt_BR
dc.format.extent174 f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEnsino profissionalpt_BR
dc.subjectEducaçao e trabalhopt_BR
dc.subjectMenores - Empregopt_BR
dc.subjectMenores abandonadospt_BR
dc.subjectRedação acadêmicapt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.subjectAbrigos para jovenspt_BR
dc.titleEscola, educação profissional e trabalho o caso de uma unidade de abrigopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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