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dc.contributor.advisorNodari, Alexandre, 1983-pt_BR
dc.contributor.authorLara, Jéssica Andrade de, 1994-pt_BR
dc.contributor.otherPereira, João Carlos Vitorinopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.date.accessioned2022-03-04T16:21:47Z
dc.date.available2022-03-04T16:21:47Z
dc.date.issued2021pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/73674
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Alexandre André Nodaript_BR
dc.descriptionCoorientador: Prof. Dr. João Carlos Vitorino Pereira (Université Lumière Lyon 2)pt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa : Curitiba, 15/10/2021pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 139-145pt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Estudos Literáriospt_BR
dc.description.abstractResumo: O presente trabalho tem como objetivo adentrar no romance Traversée de la Mangrove, da escritora Maryse Condé, por meio da análise de sua forma e dos enunciados das personagens mulheres. O romance é composto por uma multiplicidade de vozes e narrações que se encontram no velório do "protagonista" Francis Sancher. Por apresentar tal estrutura, o livro será considerado um livro-rizoma, ou seja, um agenciamento de multiplicidades, partindo da definição de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Os autores afirmam a impossibilidade de se fazer uma análise estrutural do rizoma. Por isso, propõem o mapa como forma de leitura, forma que será utilizada nesta pesquisa. Teremos também como aparato teórico a análise do discurso de Dominique Maingueneau: a cenografia, que engloba a investigação de elementos textuais e paratextuais e a paratopia, o entrelugar da literatura e do escritor. Proporemos uma cenografia mangue para descrever a maneira como os elementos cenográficos se manifestam no romance de Condé, aliados à obra de Édouard Glissant: falaremos do processo de crioulização, da Relação e da reivindicação da opacidade como parte de nossa metodologia. Exploraremos a forma polivalente do romance, no qual as mulheres ganham voz diante do patriarcado e, ao mesmo tempo, as escritoras antilhanas ganham voz em um contexto intelectual majoritariamente masculino. Para tal, comentaremos o habitar e o não habitar simultâneos da autora em relação à Négritude e a Créolité. Também falaremos do lugar paratópico de Condé dentro das discussões sobre o feminismo ("civilizatório"). O feminismo decolonial é utilizado como alternativa metodológica, tendo a colonialidade de gênero de Maria Lugones e a Amefricanidade de Lélia Gonzalez como prismas analíticos. Por meio da investigação das narrativas das personagens, refletiremos sobre a autodefinição e a autorrepresentação das mulheres, sobretudo das racializadas, como um rompimento com a norma colonizadora - como escrevem Gayatri Spivak, Grada Kilomba, bell hooks e Patricia Hill Collins.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The present work aims to enter the novel Traversée de la Mangrove, by the writer Maryse Condé, through the analysis of its form and the statements of the female characters. The novel is composed of a multiplicity of voices and narrations that are found at the wake of the "protagonist" Francis Sancher. For presenting such structure, the book will be considered a rhizome-book, that is, an assemblage of multiplicities, based on the definition of Gilles Deleuze and Félix Guattari. The authors affirm the impossibility of carrying out a structural analysis of the rhizome. Therefore, they propose the map as a form of reading, a form that will be used in this research. We will also have as theoretical apparatus the analysis of discourse by Dominique Maingueneau: scenography, which encompasses the investigation of textual and paratextual elements, and paratopia, the place between literature and the writer. We will propose a mangrove scenography to describe the way in which the scenographic elements are manifested in Condé's novel, together with the work of Édouard Glissant: we will talk about the creolization process, the Relation and the demand for opacity as part of our methodology. We will explore the polyvalent form of the novel, in which women gain a voice in the face of patriarchy and, at the same time, West Indian writers gain a voice in a predominantly male intellectual context. To this end, we will comment on the author's simultaneous dwelling and non-inhabiting in relation to Négritude and Créolité. We will also talk about Condé's paratopic place in discussions about feminism ("civilizing"). Decolonial feminism is used as a methodological alternative, with Maria Lugones' gender coloniality and Lélia Gonzalez's Amefricanity as analytical prisms. Through the investigation of the characters' narratives, we will reflect on the self-definition and self-representation of women, especially the racialized ones, as a break with the colonizing norm - as written by Gayatri Spivak, Grada Kilomba, bell hooks and Patricia Hill Collins.pt_BR
dc.description.abstractRésumé: Cette recherche vise à entrer dans le roman Traversée de la Mangrove de l'écrivain Maryse Condé, à travers l'analyse de sa forme et les énoncés des personnages féminins. Le roman est composé d'une multiplicité de voix et de narrations qui retrouvent dans la veillée funéraire du " protagoniste " Francis Sancher. En raison de cette structure, le livre sera considéré comme un rhizomelivre, c'est-à-dire un assemblage de multiplicités, basé sur la définition de Gilles Deleuze et Félix Guattari. Les auteurs affirment l'impossibilité de faire une analyse structurelle du rhizome, ils proposent donc la carte comme une forme de lecture, qui sera utilisé dans cette recherche. Nous aurons aussi comme appareil théorique l'analyse du discours de Dominique Maingueneau : la scénographie, qui englobe l'investigation des éléments textuels et paratextuels, et la paratopie, l'entre-lieu de la littérature et de l'écrivain. La scénographie de la mangrove est proposée, décrivant la manière dont les éléments scénographiques se manifestent dans le roman de Condé combiné avec l'oeuvre d'Édouard Glissant: le processus de créolisation, la Relation et la revendication d'opacité seront utilisés méthodologiquement. Nous explorerons la forme polyvalente du roman dans laquelle, à la fois, elle représente la prise de voix des femmes devant le patriarcat et les écrivaines antillaises dans un contexte intellectuel majoritairement masculin, commentant l'habiter et le non-habiter simultanés de l'autrice dans rapport à la Négritude et à la Créolité, ainsi que la place paratopique de Condé dans les discussions sur le féminisme (" civilisatrice "). Le féminisme décolonial est utilisé comme alternative méthodologique, avec la colonialité de genre de Maria Lugones Americanidade de Lélia Gonzalez comme prismes analytiques. Il approfondit la réflexion sur l'importance de l'autodéfinition et de l'autoreprésentation des femmes, en particulier des femmes racialisées, en rupture avec la norme colonisatrice - comme l'écrivent Gayatri Spivak, Grada Kilomba, bell hooks et Patricia Hill Collins - à travers l'enquête sur les récits de personnages féminins.pt_BR
dc.format.extent1 arquivo (145 p.) : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectCondé, Maryse, 1937-pt_BR
dc.subjectEscritoraspt_BR
dc.subjectMulheres na literaturapt_BR
dc.subjectFeminismopt_BR
dc.subjectLiteratura guadalupense (Francês)pt_BR
dc.subjectLetraspt_BR
dc.titleAs mulheres do mangue : um mapa opaco de Traversée de la Mangrove de Maryse Condépt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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