Show simple item record

dc.contributor.advisorMoura, Alessandro Rolim de, 1973-pt_BR
dc.contributor.authorGrochocki, Marina Cavichiolo, 1994-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.date.accessioned2019-05-28T19:34:17Z
dc.date.available2019-05-28T19:34:17Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/60842
dc.descriptionOrientador: Dr. Alessandro Henrique Poersch Rolim de Mourapt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa : Curitiba, 28/02/2019pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p.358-378pt_BR
dc.description.abstractResumo: Este trabalho analisa de que modo a tradição bucólica clássica (especialmente seus maiores autores Teócrito e Virgílio) é tratada em alguns dos poemas do Apêndice Virgiliano, em específico em Dirae/Lydia, Culex, Copa, Moretum, Priapea 2 e 3 e Catalepta 8, 9 e 15. Primeiramente foi feita uma análise detalhada de cada poema, investigando tanto os intertextos bucólicos quanto as principais questões críticas. Oferece-se também uma tradução para os poemas, de modo que os leitores em língua portuguesa possam melhor acompanhar a análise crítica. Há ainda uma reflexão sobre os métodos e os versos utilizados para cada tradução desenvolvida. Depois, há uma breve reflexão sobre tendências comuns a alguns desses poemas, buscando identificar de que modo os poemas do Apêndice Virgiliano podem auxiliar a compreender a recepção da poesia bucólica ainda na antiguidade clássica. Por um lado, Dirae/Lydia retrata o campo como um local ideal e perdido, prática já vista em poetas elegíacos, como Tibulo; por outro, a série de imprecações feitas pela voz poética não possui paralelos na poesia bucólica. Copa traz uma paisagem bucólica como parte de um anúncio de uma taverna, descrevendo-a como um local extremamente agradável, de modo a convencer o viajante a permanecer ali. A paisagem é vista como um local ideal, mas acessível, e como parte da cidade, o que se assemelha a pinturas antigas que retratam o campo ou um jardim (topia). Culex, por outro lado, tem uma forte moldura bucólica, na qual é retratada, com detalhes, a manhã de um pastor, que leva suas cabras para se alimentarem. A vida no campo é valorizada através de uma digressão, mas a emocionante luta do pastor com uma serpente mostra que ela não é tão simples. Porém, a longa descrição da catábase do mosquito destoa do gênero bucólico e parece questionar se esse é, de fato, um poema bucólico. Moretum também cria um questionamento semelhante, ao abordar a preparação do café-da-manhã de um camponês pobre. Através do excesso de detalhes na descrição de um momento banal do cotidiano, a idealização bucólica da vida no campo é possivelmente criticada nesse poema. Os Priapea 2 e 3 ajudam a refletir sobre a relação entre a poesia bucólica e a poesia priápica. Os Catalepta 8 e 15 confirmam a fama de Virgílio e Teócrito, enquanto o Catalepton 9 aponta brevemente alguns elementos que podem ser parte de um poema bucólico. Palavras-chave: Poesia bucólica. Teócrito. Virgílio. Apêndice Virgiliano. Intertextualidade.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: This thesis analyzes how the classical bucolic tradition (especially its major authors, Theocritus and Vergil) occurs in some of the poems in the Appendix Vergiliana, namely Dirae/Lydia, Culex, Copa, Moretum, Priapea 2 and 3 and Catalepta 8, 9 and 15. First, there is a detailed analysis of each poem, highlighting the bucolic intertexts and the main critical discussions. There is also a translation of these poems into Portuguese, so that the Portuguese language readers can accompany the critical analysis. We offer also a discussion of the methods and types of verses which were used. Then, we briefly discuss tendencies common to some of these poems, trying to identify whether and to what extent the poems of the Appendix Vergiliana may help us to gain a better insight into the reception of bucolic poetry in classical antiquity. On the one hand, Dirae/Lydia describes the rural landscape as lost and idealized, something which had been seen before in elegiac poets such as Tibullus; on the other hand, the performance of curses has no parallel in bucolic poetry. Copa has a bucolic landscape as an invitation to a tavern, describing it as an extremely pleasant place in order to convince the traveler to stay there. The landscape is seen as an ideal, though accessible, place and as part of the city, which resembles ancient paintings that portrayed rural scenes or gardens (topia). Culex, on the other hand, has a bucolic frame, in which the morning of a shepherd, who takes care of his goats, is described with details. In a digression, life in the countryside is praised, but the fight between the shepherd and a snake shows that it is not an easy life. However, the long description of the gnat's catabasis is unusual in bucolic poetry and seems to question wheter this is a bucolic poem. Moretum also has a similar questioning, as it portrays the preparation of a countryman's breakfast. With rich details in the description of an everyday routine, bucolic idealization of country life may be criticized in this poem. The Priapea 2 and 3 help to discuss the relationship between bucolic and Priapic poetry. The Catalepta 8 and 15 attest Virgil's and Theocritus' fame, whereas the Catalepton 9 shows briefly some features that can be part of a bucolic poem. Key-words: Bucolic poetry. Vergil. Theocritus. Appendix Vergiliana. Intertextuality.pt_BR
dc.format.extent381 p. : il.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectVirgilio - Critica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectTeócrito - Critica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectPoesia epica latinapt_BR
dc.subjectLetraspt_BR
dc.titleA Tradição bucólica no Apêndice Virgilianopt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


Files in this item

Thumbnail

This item appears in the following Collection(s)

Show simple item record