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dc.contributor.advisorSierra, Jamil Cabral, 1967-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.creatorTolomeotti, Tamirespt_BR
dc.date.accessioned2023-02-15T17:40:21Z
dc.date.available2023-02-15T17:40:21Z
dc.date.issued2022pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/80552
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Jamil Cabral Sierrapt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação. Defesa : Curitiba, 28/07/2022pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: Com base em aportes pós-estruturalistas, bem como dos estudos de gênero, interessame investigar como os discursos de ódio mobilizados contra as dissidências sexuais e de gênero têm figurado na atual governamentalidade neoconservadora e quais os seus efeitos no campo da educação, principalmente na educação dos gêneros e sexualidades. Argumento que o ódio é um afeto político importante para as práticas de governamento, uma pedagogia na conformação dos corpos, dos mundos e de outros afetos, ou, ainda, uma força reativa que tem atuado na conformação de condições insuportáveis para a sobrevivência, que passam não apenas pela distribuição assimétrica de direitos e na falta de proteção pelo Estado, mas na exposição diferencial à violência e na capacidade de produzir afetos mais potentes. Nesse sentido, estou chamando de performatividade política dos discursos de ódio a apreensão analítica das articulações de forças em torno de enunciados e relações de poder que atuam na captura das dissidências sexuais e de gênero, além de uma atualização no governamento dessas dissidências na grade de inteligibilidade neoconservadora. Apresento como problema de pesquisa as seguintes perguntas: I) quais condições de possibilidade fizeram-na emergir no atual contexto brasileiro?; II) como ela tem interpelado as dissidências sexuais e de gênero e configurado relações de precariedade, vulnerabilidade e bionecropolíticas nesses corpos e práticas afetivas e/ou sexuais?; e III) quais seus efeitos no campo da educação, sobretudo na educação dos gêneros e sexualidades? Para discutir esses problemas, arrisco uma cartografia a partir de três marcos importantes para apreendermos uma genealogia do nosso presente no que tange à atuação neoconservadora em relação às dissidências sexuais e de gênero: o "kit gay", os Planos de Educação e a eleição de Jair Bolsonaro. Os materiais empíricos produzidos, que incluem projetos de lei, notas taquigráficas, tweets, artigos publicados no jornal Gazeta do Povo, imagens de manifestações, entre outros, são discutidos ora a partir da filosofia da linguagem e da performatividade dos discursos de ódio, ora dos aspectos genealógicos da disseminação desse tipo de discurso, ora da relação mais estreita entre afeto, política, discursos e manifestações odiosas, e frente à problematização de uma certa viabilidade moral-econômica forjada na desfeita parceria entre Estado e movimentos LGBTIA+ vivida entre 2003 e 2015, além do agenciamento entre neoconservadorismo e neoliberalismo, que se alinha a um projeto mais radical, implicado menos com o governamento da vida e com o gerenciamento de riscos e mais com a promoção da precariedade e da morte. Por fim, busco inspiração na exposição The Unsettling Eros of Contact Zones and Other Stories, de Tarsh Bates, que mobiliza uma ecologia centrada na interpendência para repensar a vida em comum, para argumentar, brevemente, que uma vida em comum, mais igualitária e mais vivível não reside em uma independência radical, muito próxima, certamente, dos pressupostos neoliberais e neoconservadores, mas da possibilidade de contaminar-se com o Outro, que pode significar, inclusive, a produção de performativos políticos mais éticos.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Based on post-structuralist contributions, as well as gender studies, I am interested in investigating how hate speech mobilized against sexual and gender dissidences has been included in the current neoconservative governmentality and what are its effects in the field of education, especially in the education of genders and sexualities. I argue that hate is an important political affect to the practices of governing, a pedagogy in the conformation of bodies, worlds and other affections, or even a reactive force that has acted in the conformation of unbearable conditions for survival, which pass not only through the asymmetric distribution of rights and the lack of protection by the State, but in the differential exposure to violence and the ability to produce more powerful affections. In this sense, I am calling political performativity of hate speech the analytical apprehension of the articulations of forces around utterances and power relations that act in the capture of sexual and gender dissidences, in addition to an update on the government of these dissidences in the neoconservative grid of intelligibility. I present as a research problem the following questions: I) what conditions of possibility have made it emerge in the current Brazilian context?; II) how it has interpellated sexual and gender dissidences and configured relations of precariousness, vulnerability and bionecropolitics in these affective and/or sexual bodies and practices?; and III) what are its effects in the field of education, especially in the education of genders and sexualities? To discuss these problems, I produce a cartography of three important political landmarks to apprehend a genealogy of our present with regard to neoconservative action in relation to sexual and gender dissidences: the "gay kit", the Education Plans and the election of Jair Bolsonaro. The empirical materials produced, which include bills, shorthand notes, tweets, articles published in the journal Gazeta do Povo, images of manifestations, among others, are discussed sometimes starting from the philosophy of language and the performativity of hate speech, sometimes from the genealogical aspects of the dissemination of this type of discourse, sometimes from the closer relationship between affection, speeches and hateful manifestations, and also in the face of the problematization of a certain moral-economic viability forged in the undone contemporary alliance between LGBTIA+ movements and the State, experienced between 2003 and 2015, in addition to the assemblage between neoconservatism and neoliberalism, which aligns with a more radical project, less involved with the government of life and with risk management and more with the promotion of precariousness and death. Finally, I seek inspiration from Tarsh Bates's The Unsettling Eros of Contact Zones and Other Stories, which mobilizes an ecology centered on interpendence to rethink life in common, to argue, briefly, that a common, more egalitarian and more liveable life does not lie in a radical independence, very close, certainly, to the neoliberal and neoconservative assumptions, but to the possibility of contaminating with the Other, which can even mean the production of more ethical political performatives.pt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectEducação - Estudo e ensinopt_BR
dc.subjectGêneropt_BR
dc.subjectDiscriminação na educaçãopt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.titleA performatividade política dos discursos de ódio neoconservadores na educação das dissidências sexuais e de gêneropt_BR
dc.typeTese Digitalpt_BR


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