A educação em direitos humanos a partir das Nações Unidas e da UNESCO (1974-1993)
Resumo
Resumo: A história da Educação em direitos (Edh) humanos está atrelada a diferentes forças que fomentaram o surgimento do sistema das Nações Unidas. Entretanto, a consolidação de sua concepção enquanto pedagogia crítica e emancipatória dentro de um campo específico, adquire heranças e desafios que antecedem a própria fundação da Organização. Incialmente, alguns desses princípios são diluídos em práticas voltadas à cooperação internacional orientadas para uma reconstrução tanto simbólica quanto material. Progressivamente, emergiram temáticas relacionadas à Educação para a Paz, Educação Internacional, e Educação para a os direitos humanos e democracia, cuja transformação semântica refletiu mudanças significativas do cenário internacional. Essas correntes foram, posteriormente, agregadas em um sentido único, dando forma e conteúdo à concepção da Educação em direitos humanos. A luz de contribuições de autores como Flores (2009), Tibbits (2000) Walsh (2009) e Savolainen (2010), esta tese busca examinar a ascensão desse cenário, que fomentou não apenas a concepção de Edh, mas também as flutuações de sentidos e significados essenciais à sua consolidação. Por meio de uma crítica histórica, reconhece-se a constante adequação do campo perante novas demandas e objetivos, moldada pelos desdobramentos da conjuntura. Diante desse cenário de disputas e convergências, conclui-se que a Educação em direitos humanos ganha protagonismo como campo pedagógico e práticas específicas a partir dos encontros internacionais das Nações Unidas e da UNESCO. Concebida especialmente no final da década de 1970, impulsionada pela publicação de documentos normativos, a Edh foi elevada como ponto fulcral na agenda global de políticas públicas. Desse modo, salientam-se os marcos que constituem um percurso complexo, pelo qual seu legado reside no contínuo esforço de (re)construção de seus parâmetros, justificado pelo contexto dinâmico de efervescências políticas, sociais e culturais Abstract: The history of Human Rights Education (HRE) is intertwined with the diverse forces that shaped the emergence of the United Nations system. However, the consolidation of its conception as a critical and emancipatory pedagogy within a specific field carries inheritances and challenges that predate the Organization itself. Initially, some of these principles were embedded in practices aimed at fostering international cooperation and promoting both symbolic and material reconstruction. Over time, themes such as Education for Peace, International Education, and Education for Human Rights and Democracy emerged, whose semantic transformations reflected significant shifts in the international landscape. These strands were later unified into a single framework, giving form and substance to the conception of Human Rights Education. Drawing on the contributions of authors such as Flores (2009), Tibbits (2000), Walsh (2009), and Savolainen (2010), this dissertation examines the rise of this context, which fostered not only the conceptualization of HRE but also the fluctuations of meaning essential to its consolidation. Through a historical critique, it recognizes the field’s ongoing adaptation to new demands and objectives, shaped by changing global conditions. Within this dynamic environment of disputes and convergences, it concludes that Human Rights Education gained prominence as a pedagogical field and specific practice through international meetings of the United Nations and UNESCO. Conceived especially in the late 1970s and propelled by the publication of normative documents, HRE emerged as a central element in the global public policy agenda. Thus, the dissertation highlights the milestones that constitute its complex trajectory, in which its legacy lies in the continuous effort to (re)construct its parameters, justified by the shifting political, social, and cultural context
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