Evolução histórica dos preços de toras de pinus em pé pagos ao produtor rural no estado do Paraná
Resumo
Resumo: O desequilíbrio existente entre a oferta e demanda de toras de Pinus tem gerado constante discussão no setor florestal. Os estudos realizados no começo da década de 90 já vinham apontando déficit de matéria-prima já a partir do ano 2.000. Esse desequilíbrio ocasionou elevação no preço de toras, notadamente a partir de 1.998, com aumento da demanda por matéria-prima para uso industrial. O presente trabalho buscou analisar a evolução dos preços históricos de toras de Pinus no Paraná, para as classes: papel e celulose (10 a 20 cm de diâmetro), serraria (20 a 30 cm de diâmetro) e serraria especial / laminação (30 a 40 cm de diâmetro), analisando os preços nominais, reais (deflacionados) e equivalentes em dólares americanos, também deflacionados, de setembro de 1.997 a setembro de 2.004. Os preços nominais cresceram 27,2%, 32,8% e 32,1% ao ano durante o período, respectivamente para as classes de papel e celulose, serraria e laminação. Os preços reais cresceram 5,0%, 7,5% e 7,2% ao ano, demonstrando valorização em relação à inflação do período, enquanto os preços em dólar subiram 5,2 %, 6,0 % e 7,5 % respectivamente. Comparativamente a outros países concorrentes, os preços de toras de Pinus encontraram-se abaixo dos preços praticados, considerando valores do dólar deflacionados. Com a relação a expectativa de preços futuros, através de análise de tendência, estima-se que os preços de toras para papel e celulose, serraria e laminação, devam alcançar R$ 110,00 / m3, R$ 150,00 / m3 e R$ 180,00 / m3, respectivamente, em. setembro de 2.010
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