Feminismo? O que é isso, um filme? : análise do sentimento de pertecimento e inclusão ao movimento feminista dentro da UFPR
Resumo
Resumo: Com marco na década de 1970, frente ao contexto de Ditadura Civil Militar no Brasil, o Movimento Feminista ganha força nas universidades brasileiras sob a necessidade de resistência política frente ao militarismo e a luta por direitos políticos e civis. O movimento, que originalmente se destaca pela união das pautas reivindicatórias e demais grupos subversivos, como o movimento estudantil e o movimento negro, traça sua trajetória no alicerce da justiça social. A luta por direitos das mulheres em suas mais amplas esferas: sociais, físicas, psicológicas, emociais, reprodutivas. Um ato político. Público. Conjunto. Entretanto, ao analisarmos o contexto das universidades brasileiras, nos acende o alerta sobre a raiz do movimento brasileiro, que, apesar de mudanças ao longo das décadas, ainda impera no ambiente acadêmico: o feminismo hegemônico (PAREDES, 2010). Como diria Nancy Fraser (2019), um movimento distante da grande maioria das mulheres, ausente de recortes sociais, de classe, cor, sustentado unicamente no gênero, privilegiando poucas e mantendo reféns do sistema patriarcal e capitalista, quase todas. Desta forma, este trabalho tem por objetivo analisar o sentimento de pertencimento aos discursos políticos feministas dentro dos muros da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O método utilizado para análise desta pesquisa se sustenta na abordagem quali-quantitativa, com uso de questionário, respondido de maneira anônima, com o objetivo de compreender as percepções das estudantes e ex-estudantes da UFPR e se o movimento e discurso feminista na UFPR as abarca enquanto mulheres mas, principalmente, enquanto indivíduos e os demais problemas sociais que as afetam. Busca, assim, analisar como se dá a comunicação e a forma de comunicar enquanto principal base para a luta de reivindicações e pertencimento a coletivos feministas Abstract: Marked by the 1970s against the backdrop of military dictatorship in Brazil, the feminist movement gained strength in Brazilian universities under the need for political resistance against militarism and the struggle for political and civil rights. The movement, which originally stood out for uniting the demands of other subversive groups, such as the student movement and the black movement, traces its trajectory on the foundation of social justice. The struggle for women's rights in its broadest spheres: social, physical, psychological, emotional, and reproductive. A political act. Public. Collective. However, when analyzing the context of Brazilian universities, we are alerted to the roots of the Latin American movement, which, despite changes over the decades, still prevails in the academic environment: hegemonic feminism (PAREDES, 2010). As Nancy Fraser (2019) would say, this is a movement distant from the vast majority of women, absent of social, class, and color distinctions, based solely on gender, privileging a few and holding almost all women hostage to the patriarchal and capitalist system. Thus, this study aims to analyze the sense of belonging of feminist political discourses within the walls of the Federal University of Paraná (UFPR). The method used for this research is based on a qualitative-quantitative approach, using an anonymous questionnaire, with the aim of understanding the perceptions of students and former students of the Federal University of Paraná, and whether the feminist movement and discourse at UFPR encompasses them as women but, above all, as individuals and the other social problems that affect them. Thus, seeking to analyze how communication and the way of communicating are the main basis for the struggle for demands and belonging to feminist collectives
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