Experiência e formação : entre marcas, leituras e travessias
Resumo
Resumo: Esta pesquisa se propõe a pensar a formação partindo das marcas deixadas pelas experiências a partir dos espaços, dos tempos e dos encontros que compõem os processos formativos. Com base nos aportes teóricos de Jorge Larrosa (1999), especialmente suas concepções de experiência e de leitura como experiência, e de Paulo Freire (1989), ao pensar a leitura do mundo, esta pesquisa pensa a formação como um processo que se dá nos atravessamentos entre aquilo que se vive e aquilo que se elabora, entre os afetos que nos movem e os sentidos que vão se compondo no caminho. O percurso da pesquisa é construído por meio de cartas e escritas teórico-reflexivas que operam como espaços de partilha, escuta e enunciação. As marcas, compreendidas como experiências, memórias, afetos e registros, são tomadas como ponto de partida para pensar a formação não como acúmulo de saberes, mas como um processo em constante reinvenção. Ao cartografar essas marcas, a pesquisa aposta na potência da escrita como gesto formativo capaz de acolher as incertezas, os afetos e as transformações. A metodologia adotada é a cartografia, inspirada em Gilles Deleuze e Félix Guattari, acolhida menos como um método e mais como uma ética, uma política (Bedin, 2020) de pesquisa aberta aos encontros e aos fluxos que atravessam o campo da pesquisa. Mais do que um caminho prescrito, a cartografia propõe acompanhar processos, escutar o que emerge, deixar-se afetar pelo movimento. Nesse horizonte, dialoga ainda com as contribuições de Virgínia Kastrup (2015) e Suely Rolnik (2016), as quais ampliam as sensibilidades desta travessia investigativa, recusando a linearidade e acolhendo o inacabado, o provisório, o vivo. É a partir dessas marcas, dos encontros e dos processos que atravessam a formação das subjetividades, que esta pesquisa se propõe a alargar modos de pensar a formação docente Abstract: This research seeks to reflect on formation by starting from the traces left by experiences within the spaces, times, and encounters that compose formative processes. Drawing on the theoretical contributions of Jorge Larrosa (1999), especially his conceptions of experience and of reading as experience, and of Paulo Freire (1989), in his reflections on the reading of the world, this study understands formation as a process that takes place in the crossings between what is lived and what is elaborated, between the affects that move us and the meanings that are gradually composed along the way. The research path is constructed through letters and theoretical-reflective writings, which operate as spaces of sharing, listening, and enunciation. These traces—understood as experiences, memories, affects, and records—are taken as a point of departure for thinking about formation not as an accumulation of knowledge, but as a process in constant reinvention. By cartographing these traces, the research affirms the potency of writing as a formative gesture, capable of welcoming uncertainties, affects, and transformations. The methodology adopted is cartography, inspired by Gilles Deleuze and Félix Guattari, embraced less as a method and more as an ethics and a politics (Bedin, 2020) of research open to encounters and to the flows that traverse the research field. Rather than following a prescribed path, cartography proposes accompanying processes, listening to what emerges, and allowing oneself to be affected by movement. Within this horizon, the study also dialogues with the contributions of Virgínia Kastrup (2015) and Suely Rolnik (2016), which broaden the sensibilities of this investigative journey by refusing linearity and embracing the unfinished, the provisional, and the living. It is from these traces, encounters, and processes that traverse the formation of subjectivities that this research proposes to expand ways of thinking about teacher education
Collections
- Dissertações [224]