Desenvolvimento e competitividade da cultura de soja : uma comparação entre Paraná e Mato Grosso no período 1990 a 2003
Resumo
Resumo: O desenvolvimento agrícola de uma nação não ocorre ao acaso. Os instrumentos governamentais como políticas e programas voltados para a agricultura são fundamentais nesse processo, mas também contribui para isso os fatores econômicos e naturais. O Brasil, um país tipicamente agrícola, tinha a cerca de 20 a 30 anos atrás como regiões agrícolas as regiões Sul e Sudeste. Entre as várias culturas que o país possui, destaca-se a soja, que originalmente teve seu desenvolvimento nos Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. Com políticas e programas de desenvolvimento voltados para a região dos cerrados, a cultura da soja deslocou-se para a região Centro-Oeste a qual tornou-se a principal região produtora desse grão no país. Esse desenvolvimento possibilitou que Brasil se tornasse o segundo maior produtor de soja no mundo. O objetivo principal foi analisar e comparar o desenvolvimento e a competitividade agrícola da soja entre o Paraná e Mato Grosso a partir de 1990. Para isso, foi definido como método a pesquisa qualitativa descritiva. A partir dessa metodologia buscou evidenciar os fatores que constituem o diferencial da soja produzida nesses Estados a partir do tripé: área plantada, produção e produtividade. Essa análise foi complementada com os fatores custo de produção e de transporte, comparando com a rentabilidade dessa cultura entre os dois Estados. Dos resultados da pesquisa, pode concluir que o Estado do Paraná possui uma produtividade mais oscilante em relação ao Mato Grosso, devido condições climáticas, mas o custo de produção e transporte é menor, obtendo maior preço de venda e melhor rentabilidade. Já o Mato Grosso teve uma expansão tanto de área plantada como de produção a partir da segunda metade da década de 1990, frutos dos programas de desenvolvimento para a região do cerrado e de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Outra conclusão, refere-se ao escoamento da safra. Essa é realizada praticamente por via rodoviária até os portos, o que ocasiona aumento do custo de produção e, deixa de utilizar o transporte fluvial que é mais econômico
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