Competitividade do trigo brasileiro no mercado globalizado
Resumo
Resumo: O trigo é a segunda cultura de maior produção atualmente no mundo. Porém, nas ultimas safras, vem apresentando redução de área plantada devido à necessidade de proteiginosas, e redução de produtividade devido a instabilidades climáticas, acarretando um decréscimo nos estoque mundiais, enquanto o consumo se mantêm elevado e constante. Em nível nacional a cultura do trigo atingiu o auge em 1987, mas a partir deste ano entrou em um processo de declínio e desestruturação, principalmente a partir dos anos 90 com a abertura da economia, fim dos subsídios e políticas cambiais favoráveis a importação de trigo, principalmente da Argentina, que produz enorme excedente, vende trigo e farinha aos moinhos brasileiros com prazos de pagamentos com mais de 360 dias e juros baratos, desestimulando o plantio de trigo internamente e levando o Brasil a se tomar um dos maiores importadores de trigo do mundo. Estes fatores provocaram a saída de parte dos produtores do setor, ficando apenas os que têm capacidade e condições de obter ganhos de produtividade e aumentar a competitividade . O Brasil tem condições de produzir trigo que o mercado exige, mas precisa separar o trigo por classes de qualidade para agregar valor ao produto, criar mecanismos para que os moinhos possam comprar trigo brasileiro com prazo de pagamento maiores, diminuir a carga tributária para aumentar competitividade e assim estimular o crescimento da área plantada e da produção, permitindo um rateio dos custos de máquinas, equipamentos, benfeitorias, terra e outros fatores, reduzindo o custo das culturas de verão
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