Uma dissertação feita (quase) até o fim : articulações autoentográficas entre a psicologia analítica e as epistemologias feministas
Resumo
Resumo: Partilhando os atravessamentos, entraves e encaminhamentos que que encontraram meu próprio corpo quando assumo-o pesquisador e implicado em descrever (-se), ao longo dessa dissertação exponho-lhes por meio do recurso metodológico da autoetnografia alguns específicos "como", "por que" e "para quê" escrever ciênciaS que se constelaram e foram desdobrados psicologicamente ao longo desta jornada particular, e que culminam assim, como um produto final desse esforço científico pontual, na compilação do que se defende à coletividade como um bom caminho metodológico para futuras produções científicas alinhadas ao paradigma pós-moderno: a articulação entre Autoetnografia, Psicologia Analítica e Epistemologias Feministas. Enquanto considerações finais, destaca-se que o aparato junguiano pode amparar as epistemologias feministas de pesquisa e vice-versa, oferecendo aos pesquisadores interessados nelas firmar-se bases argumentativas, técnicas, conceituais e metodológicas a fortalecer e subsidiar o ímpeto prático, teórico e político do feminismo em condensar uma ciência corporificada, e assim, efetivamente aberta às diferentes perspectivas e pluralidades psicológicas Abstract: Sharing the crossings, obstacles and directions that my own body encountered when I assumed it as a researcher and involved in d-scribing IT, throughout this dissertation is exposed through autoethnographic narration some specific "how", "why" and "what for" writing scienceS that were constellated and psychologically unfolded throughout this particular journey, and that thus culminate, as a final product of this punctual scientific effort, in the compilation of what is defended to the community as a good methodological path for future scientific productions aligned with the postmodern paradigm: the articulation between Autoethnography, Analytical Psychology and Feminist Epistemologies. As final considerations, it is worth highlighting that the Jungian apparatus can support feminist epistemologies of research and vice-versa, offering researchers interested in them the means to establish argumentative, technical, conceptual and methodological bases to strengthen and subsidize the practical, theoretical and political impetus of feminism to condense an embodied science, and thus, effectively open to multiple psychological perspectives/pluralities
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