Expressão gênica de peptídeo antimicrobiano do hepatopâncreas de camarão Macrobrachium rosenbergii (De Man, 1879) POR RT-PCR semi-quantitativa desafiado com Aeromonas hydrophila
Resumo
Resumo : a prática da aquicultura vem demonstrando um crescimento acentuado globalmente, ganhando espaço no mercado brasileiro. Sua constante expansão com criações de variadas espécies permitiu ao Brasil atingir a oitava posição na cultura de organismos de água doce. Um dos principais representantes desse ramo em crescimento é o camarão de água doce Macrobrachium rosenbergii De Man, 1879. Sua produção intensiva e alta densidade populacional o expõe a uma série de microrganismos patogênicos, como a bactéria Aeromonas hydrophila, presente nos ambientes aquáticos. Assim, o crustáceo necessita de um sistema imunológico eficiente e ativo respondendo por meio de reações rápidas (resposta inata) aos estímulos causados pelo meio. Por meio do sistema imunológico, a interação entre as células e tecidos do corpo é mediada visando a eliminação do agente infeccioso. Pequenas cadeias de aminoácidos denominados de peptídeos antimicrobianos (PAMs) são secretados e reagem de forma ativa no combate a infecções adversas. Os PAMs são considerados moléculas essenciais do sistema imunológico inato, estando presentes nas mais variadas espécies, encontrados amplamente distribuídos nos organismos e são eficientes na eliminação dos patógenos. O hepatopâncreas é um órgão essencial presente nos invertebrados e é considerado como fonte de moléculas imunológicas. Este trabalho teve como objetivo avaliar a produção de um PAM específico, denominado de Pellino-1, em resposta à injúria séptica causada por A. hydrophila, em adultos de M. rosenbergii.A bactéria utilizada foi isolada de resíduos de água de abatedouro bovino industrial e caracterizada por testes bioquímicos e microbiológicos. Os experimentos foram realizados no Núcleo Experimental de Micologia Aplicada (NEMA), da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Setor Palotina. O perfil transcricional do gene Pellino foi analisado por RT-PCR semiquantitativa utilizando o gene da ß-actina como normalizador da expressão. Amostras foram coletadas nos tempos 0, 12 e 24 horas após infecção com a bactéria. O gene ß-actina foi expresso em todos os tratamentos testados estando presente nos organismos de forma constitutiva, já o gene Pellino apresentou uma regulação positiva (maior expressão) após 12 horas de desafio séptico com a bactéria. Assim, foi possível observar que o hepatopâncreas foi capaz de expressar genes relacionados com a resposta imunológica do camarão quando em situação de desafio com microrganismo e que as técnicas empregadas foram adequadas.