O acesso da pessoa com deficiência física aos programas do Sistema Único de Saúde no litoral paranaense
Resumo
Resumo: A presente pesquisa tem como foco os Programas do Sistema Único de Saúde - SUS voltados ao atendimento à pessoa com deficiência física no litoral do Paraná. O interesse por desenvolver uma pesquisa que abordasse a inclusão da pessoa com deficiência nos programas do SUS no litoral, surgiu a partir de observações no espaço institucional no qual a pesquisadora realiza as suas atividades profissionais. Atualmente esta vem atuando diretamente com a política de saúde, tendo como foco a pessoa com Deficiência Física. Já que, neste momento esta tem como campo de trabalho o Centro Hospitalar de Reabilitação do Paraná. Dessa forma, a vontade em pesquisar o tema surgiu do cotidiano profissional, pois diariamente são atendidos usuários do Litoral do Paraná que necessitam se deslocar até Curitiba para que possam ter acesso a programas de saúde como: a reabilitação, prótese e órtese. Para a realização deste estudo foi utilizada a pesquisa bibliográfica e documental, além da coleta de dados. Com o objetivo de coletar dados para a pesquisa foi necessário o contato com a Secretaria de Estado da Saúde, com a 1ª Regional de Saúde do Estado do Paraná e com as prefeituras dos municípios. Foi também utilizada para a coleta de dados os sites oficiais. A Pessoa com deficiência deve ter acesso a programas específicos ao seu atendimento desde o seu nascimento. A viabilização de programas de saúde é extremamente importante para o seu desenvolvimento e independência. Todo cidadão deve ter respaldado o direito a cuidados adequados em seu município. O Litoral do Paraná oferece uma rede precária de serviços de saúde no que se relaciona ao atendimento a saúde. É extremamente importante relatar que neste momento não existe nem ao menos um sistema de coleta de dados no que se refere ao atendimento e demandas da população em foco, o que dificulta a formulação de políticas e programas. É difícil pensar em um Centro de Atendimento somente a pessoa com deficiência física para o Litoral se não for pensado em um instrumento de coleta de dados eficiente, sem dados não há como pensar em estruturar um atendimento de qualidade. Ressaltase que, como ja foi citado anteriormente, nos dias atuais esse atendimento ocorre somente através das APAES, de clínicas conveniadas, em raros casos nas unidades de saúde. Na maioria das vezes faz-se necessário o deslocamento a Curitiba. Nesses casos, existe a grande dificuldade de transporte e de respaldo dos municípios que em na maioria das vezes deixam os usuários esperando durante todo o dia pelo retorno
