Para além do quintal de casa : articulações entre educação ambiental e educação em saúde sob uma perspectiva ecofenomenológica
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Data
2026Autor
Domingos, Celize Cristina Ogg Nascimento
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Resumo: Esta pesquisa, proposta no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática da Universidade Federal do Paraná, busca investigar como as abordagens educacionais integradas de Educação Ambiental e Educação em Saúde, em áreas verdes urbanas na cidade de Curitiba, podem contribuir para o desenvolvimento integral de crianças até 10 anos por meio de experiências estéticas em áreas naturais. O referencial teórico que sustentou as reflexões deste estudo foi ancorado na Ecofenomenologia que parte de pressupostos alinhados à Fenomenologia de Merleau Ponty e Tim Ingold, bem como às Epistemologias Ecológicas de Carlos Steil e Isabel Carvalho. A abordagem metodológica desta pesquisa qualitativa contemplou a caminhada etnográfica com observação participante e entrevistas semiestruturadas. Os instrumentos de produção de dados foram o diário de campo, as fotografias e as transcrições das entrevistas realizadas com os participantes em dois espaços de natureza preservada na cidade de Curitiba: a Reserva Airumã (RPPNM) e o Parque Barigui. Ambos os espaços promovem ações de educação ambiental que foram disponibilizadas para a pesquisa de campo. A análise fenomenológica dos dados produzidos foi realizada com base na triangulação de Econarrativas, que buscou descrever o vivido por meio das respostas corporais afetivas em correspondência com o mundo mais-que-humano. Sob esta perspectiva, o espaço como primazia para as atencionalidades do mundo e o espaço constitutivo da response-ability constituem as duas tendências emergentes que possibilitaram a discussion sobre as potencialidades da articulação entre a educação ambiental e saúde como alternativa para enfrentar os desafios da infância contemporânea que ameaçam o nascimento do sujeito ecológico, determinando o apagamento dos significados da experiência na natureza; desafios esses representados, neste trabalho, pelo excesso de exposição às telas eletrônicas e pela busca da performance intelectual em detrimento de experiências estéticas que possibilitem a troca das lentes antropocêntricas no modo de habitar o mundo . Nesse sentido, a vivência dos indivíduos durante as caminhadas em áreas verdes urbanas mostrou-se uma alternativa possível para promover a responsividade e a correspondência com o mundo mais-que-humano, em consonância com a filosofia do Bem viver em que ambiente e saúde são indissociáveis para o surgimento do habitus ecológico como forma de habitar o mundo multiespécie em tempos de Antropoceno Abstract: This research, proposed within the scope of the Postgraduate Program in Science and Mathematics Education at the Federal University of Paraná, seeks to investigate how integrated educational approaches of Environmental Education and Health Education, in non-formal learning spaces in the city of Curitiba, can contribute to the integral development of children up to 10 years old through aesthetic experiences in natural areas. The theoretical framework that supported the reflections of this study was anchored in Eco phenomenology, which starts with assumptions aligned with the Phenomenology of Merleau-Ponty and Tim Ingold, as well as the Ecological Epistemologies of Carlos Steil and Isabel Carvalho. The methodological approach of this qualitative research included ethnographic walking with participant observation and semi-structured interviews. The data collection instruments were the field diary, photographs, and transcripts of interviews conducted with participants in two preserved natural areas in the city of Curitiba: the Airumã Reserve (RPPNM) and Barigui Park. Both spaces promote environmental education activities that were made available for field research. The phenomenological analysis of the data produced was carried out based on the triangulation of Eco narratives, which sought to describe lived experience through affective bodily responses corresponding to the more-than-human world. From this perspective, space as a primacy for the attentionalities of the world and space as constitutive of response-ability constitute the two emerging trends that enabled the discussion about the potential of the articulation between environmental education and health as an alternative to face the challenges of contemporary childhood that threaten the birth of the ecological subject, determining the erasure of the meanings of experience in nature; challenges represented, in this work, by the excessive exposure to electronic screens and the pursuit of intellectual performance to the detriment of aesthetic experiences that allow the exchange of anthropocentric lenses in the way of inhabiting the world. In this sense, the experience of individuals during walks in urban green areas has proven to be a possible alternative to promote responsiveness and engagement with the more-than-human world, in line with the philosophy of Good Living, in which environment and health are inseparable for the emergence of ecological habitus as a way of living of the multispecies world in the Anthropocene era
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