O lúdico e a matemática : um novo paradigma na educação
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Data
2004Autor
Braga, Henrimary Aparecida de Araújo
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Resumo: No passado, o homem construiu os primeiros conhecimentos matemáticos a partir da necessidade de encontrar soluções para problemas do dia-a-dia, criando verdades sujeitas a transformações. Hoje por estarem alguns educadores mais conscientes de seu papel na formação do indivíduo crítico consigo mesmo, com o outro e com o mundo geram questionamentos como: Quais as dificuldades encontradas no ensinoaprendizagem da Matemática?É possível vincular os pgos ao ensino dos diversos conteúdos da Matemática? Todos esses questionamentos levaram ao presente trabalho monográfico partindo de um resgate histórico do ensino da Matemática, o qual nos mostra que a mesma só entrou na escola no final do século XVIII com a revolução industrial e à medida que vai ganhando importância vai se distanciando da vida do aluno, pois a disciplina passa a ser o principal motivo de reprovação, assim para se chegar ao mito "odeio Matemática" é só observar a prática pedagógica no início do século XXI com os conteúdos sendo tratados de forma descontextualizada, sem significado real, principalmente na Matemática, como conseqüência gera o desinteresse nos alunos pela aprendizagem. O trabalho com a Matemática ainda está, na maioria das escolas, fundamentado nas técnicas operatorias de adição, subtração, multiplicação e divisão, sem com isso visar estimular o cálculo mental do aluno. No entanto, como o conhecimento matemático é um processo construtivo, o papel do professor deve ser favorecer um ambiente de troca entre os alunos, no qual se possa criar situações que permitam ao aluno elaborar sua lógica dialética, o seu próprio conhecimento. Diante desta realidade convém que a Matemática, como as demais disciplinas, sejam bem trabalhadas para que, futuramente, os alunos não apresentem dificuldades pela falta de desenvolvimento do pensamento lógico e abstrato. Em função disso, considera-se o "desenvolvimento do pensamento" como um dos elos dos temas transversais mais importantes da reforma educativa, e por que não se utilizar o lúdico, tema gerador deste trabalho para que isso aconteça, pois se sabe que a criança, colocada diante de situações lúdicas aprende a estrutura lógica da brincadeira e, deste modo, aprende também a estrutura matemática presente na atividade. Alem disso o uso de jogos está ligado, também, ao desenvolvimento das atividades de convívio social, pois a criança ao atuar em equipe, supera, pelo menos em parte, seu egocentrismo natural. Um capítulo específico será dedicado ao jogo do Xadrez como especial auxiliar do desenvolvimento do raciocínio e suas possíveis aplicações às práticas pedagógicas e o que nós educadores propomos é que seja ele incluído como disciplina do currículo escolar em diferentes níveis de ensino