| dc.contributor.advisor | Aguiar, Lucas de Moraes, 1979- | pt_BR |
| dc.contributor.other | Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Curso de Graduação em Ciências Biológicas | pt_BR |
| dc.creator | Sukow, Maria Augusta | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-01-21T01:49:11Z | |
| dc.date.available | 2026-01-21T01:49:11Z | |
| dc.date.issued | 2024 | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1884/100403 | |
| dc.description | Orientador: Prof. Dr. Lucas M. Aguiar | pt_BR |
| dc.description | Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Curso de Graduação em Ciências Biológicas | pt_BR |
| dc.description | Inclui referências | pt_BR |
| dc.description.abstract | Resumo: O Brasil abriga uma rica diversidade de primatas, com cerca de 19 espécies endêmicas na Mata Atlântica. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Paraná, onde ocorre a Floresta Ombrófila Mista (FOM), coexistem primatas nativos como bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans), muriquis-do-sul (Brachyteles arachnoides) e macacos-prego-preto (Sapajus nigritus). Além disso, espécies exóticas como o sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata) e o sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) têm uma significativa presença na região. Diante desta premissa, este estudo objetivou levantar as ocorrências de espécies de primatas nativos e exóticos em vida livre na RMC, a fim de entender a distribuição dessas espécies na região e confeccionar mapas de ocorrências gerais e específicos, sobre a quantidade de locais ocupados e sobre a concentração de registros. A área estudada foi a FOM da RMC, limitada a leste pela Serra do Mar e a oeste pela extensão da região metropolitana. Para a coleta de dados, foram realizadas revisões bibliográficas em estudos de Primatologia, visitas às coleções científicas locais, consulta às autarquias públicas ambientais e de saúde, consulta às bases de dados de acesso livre, como o SISS Geo e em outras de Ciência Cidadã, como iNaturalist, GBif, Táxeus, SpeciesLink, etc, considerando os registros de ocorrência de 2000 até 2024. Os softwares de acesso livre Google Earth e QGIS foram utilizados para validação de coordenadas e confecção de mapas, respectivamente. Como resultados, obteve-se 554 registros de primatas para a região, sendo 332 para A. g. clamitans, 192 para C. penicillata, 22 para S. nigritus, 5 para B. arachnoides e 3 para C. jacchus. Quanto à distribuição geográfica, Curitiba concentrou 180 registros, seguida por São José dos Pinhais e Araucária com 70 registros cada, além de 60 para Piên, sendo os demais distribuídos nas outras cidades. Quanto às fontes, 357 registros foram provenientes do SISS-Geo, 120 do iNaturalist, 51 de observações diretas, 19 de artigos, 4 de museus e 3 de autarquias. Temporalmente, os registros cresceram de 22 nos anos 2000 para 428 na década de 2020, refletindo maior esforço de amostragem e uso de plataformas digitais. Os padrões de distribuição mostraram que os bugios predominaram nos fragmentos florestais ao sul de Curitiba, com áreas de simpatria com macacos-prego. Saguis, especialmente C. penicillata, estão concentrados ao norte da capital e em Araucária, demonstrando adaptação à FOM e ao ambiente urbano. Os macacos prego foram menos observados, com maior concentração de ocorrências no leste, próximo à Serra do Mar, enquanto os muriquis apresentaram registros limitados a cinco localidades mais ao norte da região. A ampla distribuição de bugios-ruivo, com a simpatria com macacos-prego em algumas localidades, abre precedentes para planos de conservação dessas áreas. Além disso, a marcada presença de saguis destaca que o primata exótico conseguiu estabelecer-se definitivamente nas cidades onde foi introduzido. São necessários mais estudos de prospecção para os macacos prego e os muriquis, de forma a encontrar outras populações. Assim, fica clara a distribuição de primatas na RMC, podendo este trabalho ser útil para pesquisas futuras, sejam essas de demografia, conservação e manejo, ou até mesmo pesquisas de ecologia comportamental das espécies | pt_BR |
| dc.description.abstract | Abstract: Brazil hosts a rich diversity of primates, with approximately 19 species endemic to the Atlantic Forest. In the Metropolitan Region of Curitiba (RMC), Paraná, where the Araucaria Mixed Forest (FOM) occurs, native primates such as the brown howler monkey (Alouatta guariba clamitans), southern muriqui (Brachyteles arachnoides) and the black-horned capuchin (Sapajus nigritus) coexist. Addiotionally, exotic species like the black-pencilled marmoset (Callithrix penicillata) and the common marmoset (Callithrix jacchus) have established a significant presence in the region. This study aimed to survey the occurrence of both native and exotic free ranging primates, with the objective of creating general and species-specific distribution maps, highlighting the number of occupied locations and concentration of records. The studied area focused on the RMC’s FOM, bordered to the east by the Serra do Mar and to the west by the metropolitan region’s boundary. Data collection spanned from 2000 to 2024 and included bibliographic reviews in Primatology, visits to local scientific collections, consultation with environmental and health authorities, and analysis of open access databases such as SISS-Geo and other citizen science databases, like iNaturalist, GBif, Táxeus, SpeciesLink, etc. Open-source software, Google Earth and QGis, was used to coordinate validation and map creation, respectively. As results, a total of 554 primate records were compiled: 332 for A. g. clamitans, 192 for C. penicillata, 22 for S. nigritus, 5 for B. arachnoides and 3 for C. jacchus. Curitiba accounted 180 records, followed by São José dos Pinhais and Araucária, each with 70, and Piên with 60, while the remaining records were scattered across other municipalities. Regarding data sources, 357 records originated from SISS-Geo, 120 from iNaturalist, 51 from direct observations, 19 from scientific articles, 4 from museums and 3 from local authorities. Temporal analysis revealed a growth in records from 22 in the 2000s to 428 in the 2020s, indicating increased sampling efforts and the rising use of digital platforms. The distribution patterns showed that howler monkeys dominated southern forest fragments in Curitiba, often in sympatry with capuchin monkeys. Marmosets, especially C. penicillata, are concentrated in the northern parts in the capital and in Araucária, reflecting their adaptability to urban environments. Capuchins were less frequently observed, with a highest concentration in the east, near the Serra do Mar, while muriquis were recorded only in five northern locations. The extensive range of brown howler monkeys and their overlap with capuchin habitat highlight the need for targeted conservation initiatives. Moreover, the established presence of marmosets underscores the successful adaptation of exotic species to their introduced environments. Further prospecting studies are crucial to improve the understanding of capuchin and muriqui populations in the region. This research provides a foundational understanding of primate distribution in the RMC, serving as a valuable resource for future studies in primate demography, conservation, management, and behavioral ecology | pt_BR |
| dc.format.extent | 1 recurso online : PDF. | pt_BR |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language | Português | pt_BR |
| dc.subject | Florestas tropicais | pt_BR |
| dc.subject | Primatas - Distribuição geográfica | pt_BR |
| dc.subject | Primatologia | pt_BR |
| dc.title | A ocorrência de primatas na Região de Curitiba : levantamento das espécies nativas e exóticas em vida livre | pt_BR |
| dc.type | TCC Graduação Digital | pt_BR |