Estrutura e interação de galactoxiloglucana : amido de milho / Rilton Alves de Freitas
Resumo
Resumo: A partir do endosperma de sementes de H. courbaril coletadas em Foz do Chopim, PR, por extração aquosa, e após centrifiigação seguida de filtração por membrana (3 e 0,8 pm), obteve-se um biopolímero com 18 g% de rendimento, que apresentou relação molar Gal: Xyl: Glc de 1:3:4. O estudo reológico dessa galactoxiloglucana permitiu a determinação da viscosidade intrínseca fl/q]) que, corresponde a 700 mL.g"1, em água e, o valor da concentração crítica de 1,2 g.L"1, para a passagem para o regime diluído. A Mw e o Rg foram de 1,439 x 106 g.mol"1 e 75,8 nm, respectivamente. O hidrocolóide foi misturado a amostras de amido de milho com altos teores de amilose (66%), e amilopectina, com 0 % de amilose. Em DMSO, as [rj] foram de 136 e 146,5 mL.g'1 e suas Mw de 1,05 x 107 g.mor! e 1,37 x 107 mol.g"1, respectivamente, para o polímero linear e para o ramificado. As misturas entre o hidrocolóide e as amostras de amido mostraram por análises reológicas não oscilatórias aumento de viscosidade, em relação as amostras de amido isoladamente e comportamento pseudoplástico. Em análises dinâmicas, observamos que a mistura entre o amido de milho rico em amilose (20g.L"1)-galactoxiloglucana (5gX_1) forma um gel verdadeiro, assim como a amilose a 25g.L"\ Porém, para a mistura com o amido rico em amilopectina, houve a formação de um gel fraco, ao contrário do que ocorre para o sistema puro de amilopectina (25 g.L'1) que origina gel verdadeiro; indicando, assim, que o hidrocolóide não interage com a amilopectina. Por análises da sinerese, foi observado que a galactoxiloglucana diminui a sinerese do amido rico em amilose, mas aumenta a perda de água quando em mistura com o amido rico em amilopectina, sugerindo possível incompatibilidade entre os biopolímeros ramificados
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