Investigação da influência de diferentes paisagens na atividade da colinesterase em abelhas sem ferrão (Tetragonisca angustula)
Resumo
Resumo: As abelhas sem ferrão são essenciais para a polinização das espécies vegetais nativas e culturas agrícolas e o uso excessivo de defensivos agrícolas tem levado ao declínio das populações de diversos polinizadores, inclusive de abelhas melíferas. A abelha melífera europeia (Apis mellifera) é o organismo mais estudado para avaliar os efeitos dos agrotóxicos nos polinizadores, mas estudos relatam diferente sensibilidade a agrotóxicos em relação às abelhas nativas do Brasil, sendo essas pouco avaliadas em relação à sensibilidade a agrotóxicos. Assim, o presente trabalho buscou investigar a atividade da enzima colinesterase (ChE) em Tetragonisca angustula, coletadas em áreas com distintos níveis de urbanização no Paraná, Brasil. para avaliar a influência do uso do solo sobre este biomarcador. Amostras foram obtidas em áreas urbanas de Curitiba e um ambiente rural de Tijucas do Sul, e a atividade da ChE foi medida em condições normais e após exposição in vitro ao inseticida Malation. A análise de variância (ANOVA) demonstrou que a exposição ao Malation reduziu significativamente a atividade enzimática, enquanto a localidade de coleta, por si só, não apresentou efeito significativo. A ausência de diferença entre as áreas urbana e rural sugere que a atividade da ChE in vitro da espécie não foi influenciada pelas características ambientais das áreas estudadas, apontando que a enzima pode ser um indicador sensível à toxicidade por organofosforados independentemente do nível de urbanização. Os dados reforçam a necessidade de mais estudos sobre biomarcadores de toxicidade em abelhas nativas expostas a agrotóxicos, especialmente em ambientes variados, para subsidiar estratégias de proteção aos polinizadores Abstract: Stingless bees are essential for the pollination of native plant species and agricultural crops, yet the excessive use of pesticides has led to the decline of various pollinator populations, including honeybees. The European honeybee (Apis mellifera) is the most studied organism for evaluating the effects of pesticides on pollinators. However, studies indicate different sensitivities to pesticides among native Brazilian bees, which remain under-evaluated regarding their susceptibility to these chemicals. Thus, the present study aimed to investigate the activity of the enzyme cholinesterase (ChE) in Tetragonisca angustula collected from areas with distinct levels of urbanization in Paraná, Brazil, to assess the influence of land use on this biomarker. Samples were obtained from urban areas of Curitiba and a rural environment in Tijucas do Sul, and ChE activity was measured under normal conditions and after in vitro exposure to the insecticide Malathion. Analysis of variance (ANOVA) showed that exposure to Malathion significantly reduced enzymatic activity, while the collection site alone did not present a significant effect. The absence of difference between the urban and rural areas suggests that the in vitro ChE activity of the species was not influenced by the environmental characteristics of the studied areas, indicating that the enzyme may be a sensitive indicator of organophosphate toxicity regardless of the level of urbanization. These findings reinforce the need for further studies on toxicity biomarkers in native bees exposed to pesticides, especially in diverse environments, to support strategies for pollinator protection
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