Avaliação toxicológica de contaminantes emergentes sobre o copépode planctônico Acara tonsa (Dana,1849)
Resumo
Resumo : A contaminação dos ambientes aquáticos por contaminantes emergentes, como diclofenaco (DFC) e o dodecil sulfato de sódio (SDS), é uma preocupação crescente devido à dificuldade de remoção e ao risco de impactos ambientais. Mesmo em baixas concentrações, essas substâncias podem persistir nas águas costeiras e, com o tempo, afetar organismos importantes como os componentes do zooplâncton. Esses organismos, incluindo o copépode Acartia tonsa, desempenham um papel essencial na transferência de energia na cadeia alimentar e são bons indicadores de toxicidade em estudos ambientais. Foram realizados teste de toxicidade aguda do efeito do DFC e do surfactante SDS em náuplios recém-eclodidos, analisando imobilização em cinco concentrações de cada contaminante (0,1 a 100 mg/L de DFC e 0,2 a 200 mg/L de SDS), durante 24 e 48h e a partir dele foi obtido valores de CE50. Os testes preliminares indicaram que tanto o DFC quanto o SDS causam imobilização de náuplios de A. tonsa, com valores de CE50 elevados em comparação às concentrações ambientalmente relevantes. Apesar disso, ambas as substâncias possuem um efeito tóxixo sobre a imobilização naupliar e os resultados destacam a necessidade de investigações adicionais considerando bioacumulação, interações com outros contaminantes e efeitos crônicos.
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- Oceanografia [369]