Fatores modificáveis de risco de quedas em idosas com osteoporose, incluindo a função musculoesquelética do tornozelo, utilizando ferramentas clínico funcionais
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Data
2023Autor
Corrêa, Renata Gonçalves Pinheiro
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Resumo: O rastreio do risco de quedas, principalmente dos fatores modificáveis, tem sido empregado como estratégia para detectar o declínio do equilíbrio, da mobilidade funcional, a perda da força e da massa muscular, e diminuir o risco de quedas e de fraturas em idosas com osteoporose (OP). O objetivo desse estudo foi analisar os fatores modificáveis de risco de quedas em idosas com osteoporose utilizando as ferramentas clínico-funcionais de risco de quedas, incluindo a função musculoesquelética do tornozelo. Participaram do estudo mulheres com baixa densidade mineral óssea (grupo tratamento, GT) com ou sem diagnóstico prévio de OP (grupo controle, GC), divididas em três estudos. Foi um estudo observacional, transversal, realizado no Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas da UFPR (SEMPR). Os desfechos primários estudados foram o pico de força isométrica (PFI) de plantiflexores e dorsiflexores do tornozelo. Os desfechos secundários foram amplitude de movimento (ADM) ativa do tornozelo; histórico de quedas; histórico de fratura; estratificação do risco de quedas; mobilidade funcional, força e potência de membros inferiores (MMII); velocidade da marcha em 4 m (VM4m); força de preensão manual (FPM); a arquitetura muscular do músculo Gastrocnêmio Medial(GM); medo de cair; a massa muscular. Os dados foram descritos como média ± desvio padrão; frequência absoluta (número) e relativa (%). Foram incluídas 260 mulheres, idade: (71,6 ± 8,3 anos) com história de 133 quedas, apresentaram comprometimento da mobilidade física e da força de membros inferiores (MMII), risco aumentado de queda de acordo com o TUGT (Time Up Go Test) e TSL5x (Teste de Sentar e Levantar 5 x), comprometimento da função do tornozelo e FES-I (Falls Efficacy Scale International) associado a quedas. O GT apresentou pior desempenho nos fatores intrínsecos, pior desempenho da VM4m, depleção do PFI dos plantiflexores(p<0,05). A estratificação da PPA (propriocepção e força de membros inferiores) mostrou maior risco de quedas no GT, com alteração propriocepção aumentando 2,4 vezes o risco. A função do tornozelo se correlacionou com quedas anteriores com ADM dorsiflexores (R=-0,212, p=0,017) e PFI (R=- 0,212, p=0,023), com o número de quedas (R=- 0,194, p = 0,049) e fraturas (R= -0,219, p=0,019), a ADM de plantiflexores correlacionou-se com a VM4m (R= -0,182, p=0,047), evidenciando a importância da função do tornozelo e sua relação com quedas. Conclusão: o presente estudo proporcionou identificar fatores modificáveis de risco de quedas por meio de uma ampla avaliação de risco de quedas utilizando ferramentas clínico funcionais inclusive a avaliação do tornozelo, que revelou que idosas com OP sofrem influência de fatores intrínsecos e extrínsecos, alterações sensório motoras, comprometimento da função do tornozelo e da força muscular de MMII, que explicaram a ocorrência de quedas. Na comparação entre grupos, o grupo tratamento para osteoporose apresentou pior desempenho nos fatores intrínsecos e mostrou maior risco de quedas em relação ao grupo controle. Idosas são influenciadas por fatores intrínsecos de quedas e comprometimento da função do tornozelo aumentando o risco de quedas e fraturas. Sugerem que seja realizada uma avaliação ampla de prevenção e protocolos de intervenção com treinamento físico multicomponentes Abstract: Screening for the risk of falls, especially modifiable factors, has been used as a strategy to detect decline in balance, functional mobility, loss of strength and muscle mass, and to reduce the risk of falls and fractures in elderly women with osteoporosis (OP). The aim of this study was to analyze the modifiable risk factors for falls in elderly women with osteoporosis using clinical-functional risk tools for falls, including musculoskeletal ankle function. The study included women with low bone mineral density (treatment group, TG) with or without a previous diagnosis of OP (control group, CG), divided into three studies. It was an observational, crosssectional study carried out at the Endocrinology and Metabolism Service of the Hospital de Clínicas da UFPR (SEMPR). The primary outcomes studied were peak isometric strength (PFI) of ankle plantiflexors and dorsiflexors. Secondary outcomes were active ankle range of motion (ROM); history of falls; fracture history; fall risk stratification; functional mobility, strength and power of lower limbs (LLLL); gait speed in 4 m (VM4m); handgrip strength (HGS); the muscular architecture of the Medial Gastrocnemius muscle (GM); fear of falling; the muscle mass. Data were described as mean ± standard deviation; absolute frequency (number) and relative frequency (%). 260 women were included, age: (71.6 ± 8.3 years) with a history of 133 falls, with impaired physical mobility and lower limb strength (LLLL), risk increased number of falls according to the TUGT (Time Up Go Test) and TSL5x (5x Sit and Stand Test), impaired ankle function and FES-I associated with falls. The TG showed worse performance in intrinsic factors, worse performance in VM4m, PFI depletion of the plantiflexors (p<0.05). The PPA stratification (proprioception and lower limb strength) showed a higher risk of falls in the TG, with proprioception alteration increasing the risk by 2.4 times. Ankle function correlated with previous falls with dorsiflexor ROM (R=-0.212, p=0.017) and PFI (R=-0.212, p=0.023), with the number of falls (R=-0.194, p=0.049) and fractures (R= -0.219, p=0.019), the ROM of the plantiflexors was correlated with the GS (R= -0.182, p=0.047) , evidencing the importance of ankle function and its relationship with falls. Conclusion: the present study provided the identification of modifiable risk factors for falls through a broad assessment of the risk of falls using functional physical tools, including ankle assessment, which revealed that elderly women with OP are influenced by intrinsic and extrinsic factors, sensorimotor alterations, impaired ankle function and lower limb muscle strength, which explained the occurrence of falls. Comparing groups, the treatment group for osteoporosis performed worse in terms of intrinsic factors and showed a higher risk of falls compared to the control group. Elderly women are influenced by intrinsic factors of falls and impaired ankle function, increasing the risk of falls and fractures. They suggest that a broad assessment of prevention and intervention protocols with multicomponent physical training be carried out
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