OFICINA DE LOGÍSTICA REVERSA
Data
2017-11-06Autor
Genifer Reis do Nascimento
Taoane Uchoa de Araújo Borges
Metadata
Mostrar registro completoResumo
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, Logística Reversa é um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”. Dentro do workshop “Autonomia Econômica e Políticas Públicas para as mulheres” aconteceu a Oficina de Logística Reversa, como atividade do projeto de extensão “Mulheres Conquistando Autonomia” (MCA), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A oficina ocorreu no auditório do Núcleo de Pesquisa em Engenharia de Produção (NUPEP), no dia 26 de outubro de 2017 das 14 às 17h, ministrada pelos alunos bolsistas do projeto MCA e alunos colaboradores inseridos em áreas afins. Foram explanados os principais conceitos de logística reversa, afim de despertar no público presente o interesse pelo aproveitamento dos resíduos eletrônicos e suas formas, apresentou-se também dados sobre a quantidade de lixo eletrônico a nível mundial e local. A Lei 13.576/09 tem como objetivo responsabilizar o fabricante de materiais eletrônicos pelo descarte correto destes quando não servem mais, porém “o consumidor nem sempre devolve seu resíduo aos seus fabricantes e com isso acaba descartando de forma incorreta agredindo o meio ambiente”. Sendo assim, a oficina foi elaborada com o objetivo principal de conscientização e educação ambiental, nos nortes da Logística Reversa. O mercado de resíduos eletrônicos em Natal/RN conta com a empresa Natal Reciclagem, que está localizada no bairro Cidade da Esperança. Esta empresa tem responsabilidade sobre o gerenciamento de resíduos eletrônicos e sólidos. Buscando saber os valores de compra dos resíduos procurou-se a empresa, com o feedback dessa o orçamento foi apresentado no decorrer da oficina. A metodologia utilizada foi participativa, visto que houve a interação com os participantes. Diante da perspectiva da grande quantidade de resíduos eletrônicos na UFRN, os alunos trouxeram alguns computadores sem uso, e ensinaram a montá-los e desmontá-los. As 17 pessoas participantes se dividiram em três grupos, cada grupo contava com o apoio de dois bolsistas para orientá-los na montagem e desmontagem do CPU, contido na bancada. Um aluno colaborador estava ao centro para explanar as técnicas gerais a serem seguidas. A maioria do público fazia parte da associação CATAR a qual o projeto, como parceiro, acompanha desde 2016, essa é uma associação de moradores e catadores, por isso o interesse em trazê-los, como forma de capacitação. Por fim, a oficina contribuiu como ação de inserção e permanência destes no mercado de trabalho, transmitindo a consciência ecológica, formas de trabalho em equipe e o desenvolvimento de técnicas para o melhor reaproveitamento dos resíduos produzidos, alcançando os objetivos planejados, promovendo geração de renda e alcançando autonomia econômica.