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dc.contributor.authorEMERSON LUIS BATISTA FILHO
dc.contributor.authorGUILHERME SOUZA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
dc.contributor.authorPÂMELA MOREIRA WEINHARDT
dc.contributor.authorWALBER DAGOSTIM GONÇALVES
dc.creatorUFPR
dc.date.accessioned2024-10-28T18:43:26Z
dc.date.available2024-10-28T18:43:26Z
dc.date.issued2020-07-31
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/90908
dc.description.abstractIntrodução: O uso do agrotóxico é uma questão controversa devido a seus efeitos deletérios para o meio ambiente e para a saúde humana. Um desses efeitos deletérios da intoxicação crônica pelo uso do agrotóxico é a perda auditiva. O país com maior consumo de agrotóxicos é o Brasil, utilizando quase 90% da totalidade dessas substâncias na América Latina. Objetivos: Avaliar e descrever a perda auditiva originada da intoxicação crônica pelo uso de agrotóxico no Assentamento do Contestado (PR), comparando essa perda entre agricultores convencionais e agroecológicos. Material e Métodos: Foi feita uma pesquisa bibliográfica buscando informações sobre a relação entre agrotóxicos e a perda auditiva. A etapa seguinte foi a pesquisa de campo no Assentamento do Contestado (PR), em que foi aplicado um questionário a 89 pessoas, sobre diversos assuntos, como o uso de agrotóxico e a saúde, enfocando as morbidades autorreferidas, como a perda auditiva. Além da perda auditiva, que pode ser gerada pela intoxicação crônica por agrotóxicos, indagações sobre outros sintomas foram feitas visando identificar correlação com intoxicação por agrotóxico. Posteriormente, foram realizados exames audiológicos em indivíduos que responderam estar com algum grau de perda auditiva ou que relataram dois ou mais indicadores de intoxicação por agrotóxico. Resultados: Foi evidenciado que das 89 pessoas participantes, 55 eram agricultores convencionais, 32 eram agroecológicos e 2 não se aplicavam a essas alternativas. Quanto à análise das respostas sobre perda auditiva autorreferida: o percentual de agricultores que se consideram com perda auditiva foi maior entre os convencionais (20%) em relação aos agroecológicos (16%), apresentando Odds Ratio de 1,2821. Quanto à avaliação audiológica, dos 14 participantes, 7 eram agroecológicos e 7 eram convencionais. Especificamente no exame da Audiometria Tonal Limiar, 12 apresentaram alterações no resultado, dos quais 6 eram agroecológicos e 6 eram convencionais, não tendo diferença estatística. O exame de Medidas de Imitância Acústica também não apresentou significância estatística para a hipótese analisada, com 11 resultados alterados, sendo 6 agroecológicos e 5 convencionais. Os resultados de Emissões Otoacústicas Evocadas e de PEATE, tiveram Odds Ratio igual a 4,0909 e 4,5 respectivamente. Todos os valores p foram acima de 0,05, ou seja, não foi alcançada significância estatística. Conclusões: A verificação inicial dos dados do questionário sobre a perda auditiva autorreferida e dos resultados dos exames audiológicos mostraram majoritariamente a prevalência de perda auditiva em agricultores convencionais, sobretudo no exame PEATE. Entretanto, como não foi alcançada significância estatística, a relação da perda auditiva com a exposição a agrotóxicos, naquela população, precisa ser melhor investigada.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.relation.ispartofII Congresso de Saúde Coletiva da UFPR
dc.subjectPerda auditiva
dc.subjectAgrotóxicos
dc.subjectPopulação rural
dc.titlePERDA AUDITIVA EM TRABALHADORES DA AGRICULTURA CONVENCIONAL E AGROECOLÓGICA DE UM ASSENTAMENTO DO PARANÁ
dc.typeArtigo
dc.identifier.ocs4373


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