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    DIAGNÓSTICO COMUNITÁRIO INFLUENCIANDO NA AMPLIAÇÃO DA VISÃO SOBRE O ADOECIMENTO

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    Data
    2020-07-31
    Autor
    DANIELLY ANDRESSA SILVA
    ABEL FELIPE LEONARDO LIMA
    LEONARDO MATOS SANTOS
    RODRIGO PINHEIRO SILVEIRA
    Metadata
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    Resumo
    Introdução: O respeito às opiniões do paciente sobre adoecimento, à sua cultura e à sua autonomia é essencial para abordá-lo integralmente. Dessa forma, a inclusão dos pacientes ao processo de ensino-aprendizagem é importante, trazendo-os dos bastidores para a construção e esclarecimento de todos os fatores influenciadores em seu diagnóstico, dando ouvidos às suas angústias, sugestões e experiências de vida. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo principal dar protagonismo ao paciente para que ele colabore com a construção de um diagnóstico comunitário baseado em uma prática integral em saúde. Os objetivos específicos são dar visibilidade às histórias e experiências de vida dos pacientes e ampliar a visão sobre o cuidado e o adoecimento no âmbito da vivência da Medicina da Família e Comunidade na Policlínica do Tucumã, localizada no Bairro Tucumã II, Rio Branco-Acre. Métodos: Os alunos do curso de Medicina da Universidade Federal do Acre, acompanharam famílias selecionadas pelo Prof. Dr. Rodrigo Silveira, médico da Policlínica do Tucumã. Esses acompanhamentos consistiam em visitas domiciliares propostas pela disciplina de Práticas Integradas em Saúde, em que visavam realizar um diagnóstico comunitário, aproximar a relação estudante-paciente e influenciar na construção de uma visão mais amplificada do conceito de adoecimento promovida por discussões após as atividades da matéria. Resultados: Durante as discussões acerca dos pacientes visitados pelos acadêmicos, o conhecimento e a concepção dos envolvidos na matéria em relação à visão de adoecimento eram construídos de forma gradativa após cada semana e cada experiência. As discussões que a disciplina proporcionava mostraram uma face diferente da maneira de ouvir o paciente, interpretá-lo e perceber a sua realidade na comunidade. Enquanto as conversas e os pontos de vistas sobre o que seria uma abordagem mais ampliada surgiam, os alunos compreendiam que o conceito de doença deveria ser formulado com base em dados que vão além de um diagnóstico proveniente de uma análise compacta e extremamente específica sobre determinadas manifestações clínicas. Com isso, na construção do diagnóstico comunitário, o foco em torno do paciente estava se mostrando não somente uma doença específica e seus sintomas, mas também o paciente como um todo, envolvendo suas particularidades culturais, psicológicas, emocionais religiosas e outras características que o diferem de outros pacientes. Conclusão: Diante disso, ao darmos protagonismo ao paciente durante as visitas, a fim de construir um diagnóstico comunitário condizente com a realidade da população abordada, indiretamente isso somou para a ampliação da nossa percepção sobre a complexibilidade do processo de adoecimento, o qual não consiste somente em uma alteração biológica, mas, muito além disso, tem por trás toda uma base social e psicológica associada.
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/90463
    Collections
    • II Congresso de Saúde Coletiva da UFPR [570]

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