Perfil epidemiológico de sífilis gestacional no hospital público-privado em um município do oeste do Paraná
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Data
2021Autor
Guilherme, Gustavo Andrade Derossi
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Resumo : As infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis são consideradas umproblemada saúde pública no mundo. No Brasil, observou-se que com o passar dos anos, onúmero de casos de sífilis em gestantes foi crescente, assim como no estado do Paranátambém houve um aumento. A doença é de notificação compulsória e afeta indivíduoscomo um todo, quando não tratada precocemente pode evoluir para uma enfermidadecrônica, desenvolver lesões de pele e mucosas, acometer sistemas como o nervoso, cardiovascular, respiratório, gastrointestinal e ósseo. Além disso, a sífilis adquirida durante a gravidezpode resultar em danos para o feto. Objetivos: determinar o perfil epidemiológico da sífilis gestacional em um hospital público-privado, localizado no município de Toledo, Paraná, no período de janeiro de 2017 a dezembro de 2019. Métodos: estudo de natureza observacional, retrospectivo, com forma de abordagem quantitativa, descritiva e indireta, a partir de uma pesquisa documental em um hospital público-privado e na 20ª Regional de Saúde do Paraná, localizados no município de Toledo, Paraná, Brasil. Resultados: foram avaliadas 163 gestantes com sífilis gestacional. A média de idade foi 24,42 anos, com 62,58% na faixa etária de 20-29 anos. 47,24% são mulheres brancas, 39,88% com ensino médio completo, 66,26% residentes na cidade de Toledo. 98,16% realizaram pré-natal, 65,64% foram diagnosticadas no 1º Trimestre. O tratamento adequado ocorreu em 45,40% das gestantes e em 53,99% o parceiro foi tratado em conjunto. Conclusões: a sífilis gestacional apresentou um predomínio em gestantes na faixa etária de 20 a 29 anos, mulheres brancas, com ensino médio completo, residentes em Toledo, Paraná. Com uma boa cobertura de pré-natal em que a maioria das gestantes foram testadas para sífilis no início do pré-natal, no momento do parto e realizaram um número adequado de consultas. Apontou o tratamento do parceiro sexual como o maior obstáculo para a gestante ser tratada adequadamente e indicou que a sífilis em gestantes pode ser considerada uma causa importante da ocorrência de desfechos perinatais desfavoráveis
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