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dc.contributor.advisorMercês, Nen Nalú Alves das, 1962-pt_BR
dc.contributor.authorSartor, Silvia Francinept_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagempt_BR
dc.date.accessioned2022-08-10T17:37:39Z
dc.date.available2022-08-10T17:37:39Z
dc.date.issued2020pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/70112
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Nen Nalú Alves das Mercêspt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Defesa : Curitiba, 08/12/2020pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 63-70pt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Prática Profissional de Enfermagempt_BR
dc.description.abstractResumo: O testemunho da morte é compreendido como o momento em que a pessoa vê a morte do outro e como o sentido atribuído se relaciona à história de vida, às vivências e aprendizagens. Este estudo tem como objetivo conhecer o testemunho da pessoa com câncer frente a morte no ambiente hospitalar. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, de abordagem descritiva, vinculado ao projeto "Construindo processos de cuidado na interface do cuidar em situações de enfermidade grave", inserido na linha de pesquisa Processo de Cuidar em Saúde e Enfermagem, realizado em um hospital oncológico do Sul do Brasil. Os participantes foram 27 pacientes adultos e idosos com câncer, internados para investigação da doença, tratamento químio/radioterápico ou controle de sinais e sintomas. A coleta de dados foi realizada entre dezembro de 2019 e março de 2020, com a caracterização dos participantes e o testemunho da morte, por meio de entrevistas semiestruturadas. As entrevistas foram audiogravadas, transcritas, organizadas no software Word e posteriormente analisadas e classificadas com o auxílio do software Iramuteq. Para análise das classes, utilizou-se o método de análise de conteúdo de Creswell. Os resultados evidenciaram que, dos 27 participantes, 19 eram adultos com 20 a 59 anos; 16, do sexo feminino; 14 testemunharam de um a três óbitos e os demais, mais de quatro óbitos. Na análise das entrevistas, surgiram cinco classes, que foram sistematizadas por representações gráficas, emergindo três categorias principais: testemunho da morte para pacientes oncológicos hospitalizados; significado da morte para pacientes oncológicos hospitalizados; e atuação da equipe de enfermagem frente à morte na perspectiva do paciente com câncer. A pessoa com câncer, ao testemunhar a morte do outro, percebe o evento de forma positiva ou não, a partir do momento em que ele desperta pensamentos sobre si mesmo diante da morte, experienciando a insegurança, medo e pensamentos tristes, compreendendo a morte como um evento angustiante, triste e ruim. Quando a morte do outro foi descrita como tranquila e serena, os participantes a perceberam como positiva, mobilizando forças para lutar pela vida e contra a doença. Para alguns, a morte surge como algo natural, tendo sido normalizado a partir das diversas mortes presenciadas, ou pelo pensamento de que nada pode ser feito. Quanto ao significado da morte, esta foi referida como uma mudança, algo melhor que o sofrimento, um alívio tanto para o paciente quanto para a família. Alguns participantes criam barreiras para se distanciarem do que estavam vendo e percebendo e depositaram em Deus a confiança por um desfecho melhor. Em relação à atuação da equipe de enfermagem, os participantes a perceberam como rápida e discreta no processo de preparo e retirada do corpo do quarto, tendo sentido falta de apoio psicológico e emocional após testemunharem a morte. Considera-se que a forma como a morte ocorre no ambiente hospitalar pode influenciar os pacientes oncológicos em relação à morte e ao morrer; dessa forma, acredita-se que os resultados obtidos podem subsidiar a equipe de saúde no cuidado ao paciente nas unidades de internação no enfrentamento da morte e no luto vivenciado, mediante suporte emocional. Palavras-chave: Atitude frente à morte. Morte. Enfermagem. Tanatologia. Oncologia. Serviço hospitalar de oncologia.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The witnessing of death is understood as the moment when the person sees the death of the other and how the meaning attributed to that moment is related to life history, experiences and learning. This study aims to know the witnessing of the person with cancer facing death in the hospital environment. It is a qualitative study, with a descriptive approach, linked to the project "Building care processes at the interface of care in situations of serious illness", inserted in the research line "Care Process in Health and Nursing", carried out in an oncological hospital in southern Brazil. The participants were 27 adult and elderly patients with cancer, hospitalized for investigation of the disease, chemotherapy/radiotherapy or control of signs and symptoms. Data collection was carried out between December 2019 and March 2020, with the characterization of the participants and the witnessing of death, through semi-structured interviews. The interviews were audio recorded, transcribed, organized in the Word software and later analyzed and classified with the aid of the Iramuteq software. For class analysis, Creswell's content analysis method was used. The results showed that, of the 27 participants, 19 were adults aged 20 to 59 years; 16, female; 14 witnessed from one to three deaths and the others, more than four deaths. In the analysis of the interviews, five classes emerged, which were systematized by graphic representations, emerging three main categories: death witnessing for hospitalized cancer patients; meaning of death for hospitalized cancer patients; and the performance of the nursing team in the face of death from the perspective of the cancer patient. The person with cancer, when witnessing the death of the other, perceives the event positively or not, from the moment it awakens thoughts about himself in the face of death, experiencing insecurity, fear and sad thoughts, understanding death as a distressing, sad and bad event. When the other's death was described as peaceful and serene, the participants perceived it as positive, mobilizing forces to fight for life and against the disease. For some, death appears as something natural, having been normalized based on the various deaths witnessed, or by the thought that nothing can be done. As for the meaning of death, it was referred to as a change, something better than suffering, a relief for both the patient and the family. Some participants created barriers to distance themselves from what they were seeing and perceiving and placed their trust in God for a better outcome. Regarding the performance of the nursing team, the participants perceived it as quick and discreet in the process of preparing and removing the body from the room, having felt a lack of psychological and emotional support after witnessing the death. It is considered that the way death occurs in the hospital environment can influence cancer patients in relation to death and dying; thus, it is believed that the results obtained can subsidize the health team in patient care in inpatient units in facing death and in the grief experienced, through emotional support. Keywords: Attitude to death. Death. Nursing. Thanatology. Oncology. Oncology service, hospital.pt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectMortept_BR
dc.subjectAtitude frente à mortept_BR
dc.subjectTanatologiapt_BR
dc.subjectOncologiapt_BR
dc.subjectServiço hospitalar de oncologiapt_BR
dc.subjectEnfermagempt_BR
dc.titleA morte no ambiente hospitalar : o testemunho da pessoa com câncerpt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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