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dc.contributor.authorFaria, Vivian Teixeira de, 1988-pt_BR
dc.contributor.otherPanke, Luciana, 1972-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Parana. Setor de Artes, Comunicação e Design. Programa de Pós-Graduação em Comunicaçãopt_BR
dc.date.accessioned2021-12-14T18:56:03Z
dc.date.available2021-12-14T18:56:03Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/68520
dc.descriptionOrientadora: Prof.ª. Dr.ª Luciana Pankept_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Artes, Comunicação e Design, Programa de Pós-Graduação em Comunicação. Defesa : Curitiba, 06/04/2020pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p.130-137pt_BR
dc.description.abstractResumo: Partindo do entendimento de que as notícias são construções influenciadas por diversos fatores e de que o jornalismo é um dos atores que ajuda a construir a realidade social (TUCHMAN, 1978; ALSINA, 2009), assim como da compreensão do estupro como uma violência institucional da sociedade patriarcal que ajuda a manter o sistema de dominação masculina, esta pesquisa tem por objetivo discutir o papel do jornalismo na compreensão e a superação da cultura do estupro e do patriarcado. Para isso, ela observa os enquadramentos noticiosos na cobertura online feita por Folha de S. Paulo, O Globo, O Dia (PI) e Meio Norte sobre o estupro coletivo que ocorreu em Castelo do Piauí (PI) em 27 de maio de 2015, no qual quatro jovens entre 15 e 17 anos foram agredidas, estupradas e jogadas de um penhasco de 10 metros de altura por um homem de 41 anos e quatro adolescentes - e que acabou justificando o projeto de lei 618/2015, hoje lei 13.718/2018, que propôs o aumento de pena para estupros coletivos. Ao todo, são analisados 82 textos. A análise empregada se aproxima do tipo issue-specific (DE VREESE, 2005) pelos procedimentos, mas busca identificar enquadramentos que se relacionam à violência contra a mulher de forma mais genérica, para que possam ser reutilizados em outras pesquisas. São examinadas seis variáveis, as quais derivam das funções do enquadramento estabelecidas por Entman (1993) - definição do problema, causa, julgamento moral e recomendação de tratamento. São elas: abrangência, tópico, fontes, causa, julgamento moral e solução. Os resultados indicam que há oito tipos de enquadramento para o tema nesta cobertura - anomalia; caso isolado; patologização dos agressores; patologização dos agressores com culpabilização da vítima; patologização dos agressores com reforço de crenças patriarcais sobre mulheres; reforço de crenças patriarcais sobre mulheres; violência estrutural não patriarcal; violência patriarcal - e que a tendência é que o estupro não seja tratado como uma violência que se relaciona a questões de gênero e do patriarcado, sendo comumente apresentado como evento anômalo e isolado. Além disso, as notícias ainda reproduzem ideias patriarcais, principalmente sobre as mulheres. Palavras-chave: Comunicação política. Enquadramento noticioso. Teorias construcionistas do jornalismo. Estupro.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Considering that news is a construction influenced by several factors and that journalism is one of the actors that help to build social reality (TUCHMAN, 1978; ALSINA, 2009), and also that rape is an institutional violence of patriarchal society that helps maintain the male-dominated system, this research aims to discuss the role of journalism in understanding and overcoming rape culture and patriarchy. In order to do that, it observes the news frames in the online coverage made by Folha de S. Paulo, O Globo, O Dia (PI) and Meio Norte about the gang rape that took place in Castelo do Piauí (PI) on May 27th, 2015, in which four young women between 15 and 17 years old were beaten, raped and thrown from a 10 meter high cliff by a 41- year-old man and four young man - the case ended up justifying the bill 618/2015, which later became the law 13.718/2018 and proposed increasing the sentence for gang rapes. Altogether, 82 texts are analyzed. The analysis employed is similar to the issue-specific type (DE VREESE, 2005) as far as the procedures are concerned, but identifies frames that are related to violence against women in a more general sense, so that they can be reused in other researches. Six variables are examined, which derive from the framing functions established by Entman (1993) - problem definition, cause, moral judgment and treatment recommendation. They are: scope, topic, sources, causes, moral judgment and solution. The results indicate that there are eight types of framing for the theme in this coverage - anomaly; isolated case; pathologization of aggressors; pathologization of aggressors with victim-blaming; pathologization of aggressors with reinforcement of patriarchal beliefs about women; reinforcement of patriarchal beliefs about women; non-patriarchal structural violence; patriarchal violence - and that there is a tendency to treat rape as a violence that is not related to gender and patriarchal issues, commonly presenting it as an anomalous and isolated event. In addition, the news still reproduces patriarchal ideas, especially about women. Keywords: Political communication. News framing. Constructionist Theories of Journalism. Rape.pt_BR
dc.format.extent1 arquivo (151 p.) : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectCrime sexualpt_BR
dc.subjectCinemapt_BR
dc.subjectJornalismopt_BR
dc.subjectComunicaçãopt_BR
dc.titleViolência sexual contra a mulher no jornal : análise comparativa de enquadramentos noticiosos sobre o estupro coletivo de Castelo do Piauípt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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