Estudo fitossociologico do componente arbusto de uma área de floresta estacional semidecidual do municipio de Palotina, PR
Resumo
Resumo : estado do Paraná desde o início da sua colonização se caracterizava, por ter um grande futuro devido as suas condições naturais. Durante a sua ocupação houve três ondas povoadoras e cada uma com motivações distintas. Atualmente o Paraná encontra-se, em segundo lugar na produção de grãos em todo o país, mas com este grande crescimento econômico, sérios problemas ambientais acabaram surgindo, um dos maiores, foi a perda e fragmentação de áreas naturais do bioma Mata Atlântica, que originalmente cobria 99% do estado e atualmente, somando todas as suas áreas naturais se tem 13% da cobertura original. A Floresta Estacional Semidecidual (FES) é uma das formações da Mata Atlântica mais ameaçada no estado, sendo necessária a aplicação de estudos sobre a vegetação, como os florísticos e fitossociológicos, para a geração de conhecimento e aplicação de ações de manejo e gestão ambiental. O objetivo deste trabalho foi conhecer a estrutura do componente arbustivo de uma área de FES em Palotina – PR. A paisagem de Palotina e dos demais municípios da região oeste do Paraná, está representada por uma malha, de pequenos fragmentos florestais isolados, que se encontram bastante degradados. O que se observa atualmente é uma escassez de trabalhos, que abordem o sub-bosque da floresta, faltando informações necessárias para um bom planejamento, de um projeto de gestão ambiental e também para que se tenha um bom uso dos recursos naturais. A área de estudo é um fragmento florestal urbano da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Setor Palotina, localizada no município de Palotina. Para a amostragem fitossociológica do componente arbustivo, foram instaladas parcelas quadradas de 5 x 5 m de forma sistemática com espaçamento de 5 m entre as parcelas. Foram instaladas 20 unidades amostrais, as espécies mais importantes são Piper glabratum, Streblacanthus dubiosus e Piper amalago. Piper glabratum e Piper amalago são as espécies mais frequentes e Streblacanthus dubiosus a espécie com maior densidade. Streblacanthus dubiosus ocorreu somente na trilha 1, apresentou grande concentração de indivíduos no local onde foram instaladas as parcelas 6, 7, 8, 13 e 14, se tem registro da ocorrência desta espécie em dois estados brasileiros que são Acre e Paraná e encontra-se em perigo de extinção. Piper glabratum e Piper amalago possuem dispersão zoocórica, permitindo que estas espécies possuam uma maior frequência, pois os animais dispersam as sementes levam para longe as sementes da planta mãe, desta forma estas espécie não possuem uma distribuição agrupada. Através do estudo fitossociológico do componente arbustivo, verificou-se que as espécies amostradas são características do sub-bosque da FES. Apesar de ser um fragmento urbano, que sofreu e ainda sofre várias perturbações, se tem a presença de espécies nativas características da FES existindo, portanto diversidade neste ambiente.
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