Eficácia comparativa das classes de agentes anti-hipertensivos no risco de fibrilação atrial de início recente e recorrente : uma meta-análise bayesiana em rede de ensaios clínicos randomizados controlados
Resumo
Resumo: Objetivo: A eficácia comparativa de agentes anti-hipertensivos específicos na prevenção de fibrilação atrial (FA) incidente ou recorrente permanece incerta. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de diferentes classes de anti hipertensivos no risco de FA em pacientes com hipertensão arterial, diabetes e/ou FA. Métodos: As bases de dados Medline, Cochrane, EMBASE e ClinicalTrials.gov foram pesquisadas em busca de ensaios clínicos controlados e randomizados (ECCRs) que reportassem eventos de FA como desfecho previamente definido. Foram analisados inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs), bloqueadores do receptor de angiotensina (BRAs), bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos (BCCs), betabloqueadores, antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARMs) e diuréticos tiazídicos (DTs). O risco relativo (RR) com intervalo de credibilidade (ICr) de 95% foi estimado por meio de uma meta-análise em rede Bayesiana com efeitos aleatórios. Os tratamentos foram ranqueados utilizando a superfície sob a curva de ranqueamento cumulativo (SUCRA). Resultados: Foram incluídos 22 ECCRs, totalizando 66.156 pacientes com hipertensão, diabetes ou FA. IECAs associados a DTs (RR 0,44; ICr 95% 0,23–0,82), IECAs (RR 0,66; ICr 95% 0,44–0,95) e BRAs (RR 0,52; ICr 95% 0,38–0,70) estiveram associados a menores taxas de FA incidente ou recorrente em comparação aos BCCs. O ranqueamento pelo SUCRA indicou IECAs + DTs (0,86) como a estratégia mais eficaz, seguido por BRAs (0,77), ARMs (0,75) e IECAs (0,53) na prevenção de eventos de FA. Esses achados foram consistentes nas análises secundárias e de sensibilidade. Conclusão: Nesta metanálise em rede que comparou múltiplos regimes anti-hipertensivos em pacientes com hipertensão arterial, diabetes ou FA, IECA associados a DT, IECA isolados e BRAs mostraram-se as estratégias mais eficazes na redução de eventos de FA, superando os bloqueadores dos canais de cálcio Abstract: Aims: The comparative effectiveness of specific antihypertensive agents in preventing new-onset or recurrent atrial fibrillation (AF) remains uncertain. This study aimed to evaluate the impact of different classes of antihypertensive agents on AF risk among patients with hypertension, diabetes, and/or AF. Methods: Medline, Cochrane, EMBASE, and ClinicalTrials.gov databases were searched for randomized controlled trials (RCTs) reporting AF events as a pre-defined outcome. Angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitors, angiotensin receptor blockers (ARBs), dihydropyridine calcium channel blockers (CCBs), ß-blockers, mineralocorticoid antagonists (MRAs), and thiazide diuretics (TDs) were analyzed. The risk ratio (RR) with a 95% credible interval (CrI) was calculated within a Bayesian random-effects network meta-analysis (NMA). Treatments were ranked using the surface under the cumulative ranking (SUCRA). Results: Twenty-two RCTs randomizing 66,156 patients with hypertension, diabetes, or AF were included. ACE inhibitors plus TD (RR 0.44; 95% CrI 0.23–0.82), ACE inhibitors (RR 0.66; 95% CrI 0.44–0.95), and ARBs (RR 0.52; 95% CrI 0.38–0.70) were associated with lower rates of new-onset or recurrent AF compared with CCBs. SUCRA ranked ACE inhibitors plus TD (0.86) as the best, followed by ARBs (0.77), MRAs (0.75), and ACE inhibitors (0.53) for preventing AF events. These findings were consistent across secondary and sensitivity analyses. Conclusion: In this NMA comparing multiple antihypertensive regimens in patients with hypertension, diabetes, or AF, ACE inhibitors plus TD, ACE inhibitors, and ARBs were the most effective in reducing AF events, outperforming CCBs
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