Educação especial : uma jornada de poucas décadas na rede municipal de ensino de Curitiba
Resumo
Resumo: No presente trabalho realizou-se um estudo de como chegamos nos dias de hoje à inserção de crianças portadoras de necessidades especiais na Rede Municipal de Ensino de Curitiba. De como foi a caminhada das escolas que receberam as primeiras crianças deficientes, a abertura das classes especiais, seus diferentes níveis de atendimento, de que forma escolheu-se o profissional para este trabalho pioneiro e porque não dizer piloto dentro da Rede Municipal de Ensino de Curitiba. O referente estudo faz uma retrospectiva de como crianças portadoras de deficiência, vistas pela sociedade como "peso, estorvo ou vergonha", foram inseridas e "aceitas", na comunidade escolar e de que forma isto se deu. Qual a realidade da sociedade da época em que este fato acontece e quais os objetivos políticos para sua realização. Esta retrospectiva partiu da implantação de algumas salas para crianças deficientes em determinadas escolas municipais, em 1968, à criação da Gerência da Educação Especial na Rede Municipal de Ensino de Curitiba. Analisando o surgimento das classes especiais, salas de recursos, escolas especializadas, CMAES (Centro Municipal de Atendimento Especializado) bem como toda a sustentabilidade para que estas crianças tivessem seus direitos respeitados. Uma vez que a Educação Especial contribui para a auto-formação do deficiente, torna-o um cidadão, pois seus métodos e processos se adequam ao indivíduo que não pôde se beneficiar do ensino comum. Necessitando de orientação especial, só atinge seu potencial máximo através de um trabalho pedagógico específico, o qual possibilita maior grau de desenvolvimento, favorecendo sua interação social e, progressivamente, uma efetiva participação na transformação social. O presente trabalho bibliográfico, teve por objetivo compreender o acesso e permanência do portador de deficiência mental na instituição escolar, buscando-se analisar documentos, artigos, relatórios e livros. Este estudo deu-se até o ano de 1998, quando inicia-se a implantação do paradigma da inclusão que prega a inserção ou a integração das crianças portadoras de necessidades especiais em turmas regulares