Divulgação científica na formação inicial de professores de ciências : redes sociais como percurso formativo
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Data
2026Autor
Moreira, Gustavo Vinícius Pereira
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Resumo: A divulgação científica tem ganhado importância como estratégia para aproximar a sociedade do conhecimento científico e enfrentar a disseminação de desinformação e negacionismo, especialmente no contexto das redes sociais. Esta pesquisa, de caráter qualitativo e natureza interventiva, teve como objetivo compreender as implicações das redes sociais de divulgação científica como percurso formativo na e para a formação inicial de professores de Ciências Biológicas e Ciências Exatas. A investigação foi realizada a partir do desenvolvimento de uma oficina didática no contexto da disciplina Divulgação Científica do Departamento de Educação, Ensino e Ciências (DEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor Palotina, envolvendo licenciandos dos cursos de Ciências Biológicas e Ciências Exatas (habilitação em Física, Química ou Matemática). Foram objetivos específicos desta pesquisa: a) discutir, a partir da revisão de literatura, as relações entre divulgação científica e formação de professores; b) propor e desenvolver uma oficina didática sobre o uso das redes sociais de divulgação científica na formação inicial de professores; e c) analisar as percepções dos licenciandos sobre o papel das redes sociais de divulgação científica durante sua formação inicial e suas potencialidades. A produção dos dados foi realizada por meio de rodas de conversa, registros do diário do pesquisador e atividades desenvolvidas pelos participantes. A análise foi conduzida com base na Análise Textual Discursiva (ATD), buscando compreender os sentidos atribuídos pelos licenciandos à divulgação científica no contexto digital. A oficina permitiu que problematizassem o uso pedagógico dessas plataformas, identificando seu potencial para o planejamento de aulas e o desenvolvimento da alfabetização científica e midiática, bem como os desafios para que a divulgação científica presente nas redes sociais de fato contribua para a formação docente e para o ensino de Ciências. Conclui-se que, embora essas redes constituam percursos formativos potenciais para o enfrentamento da desinformação, sua efetividade depende de uma formação inicial que prepare o futuro professor para utilizar esses materiais em sala de aula e para ser um consumidor crítico de divulgação científica. Isso permite identificar quais conteúdos de fato contribuem para sua formação e prática docente, visto que ações pontuais, como oficinas didáticas, ainda que significativas, não são suficientes para suprir todas as lacunas identificadas tanto na literatura quanto na experiência formativa Abstract: Scientific communication has gained importance as a strategy to bring society closer to scientific knowledge and to combat the spread of misinformation and denialism, especially in the context of social media. This research, of a qualitative and interventionist nature, aimed to understand the implications of scientific communication social media as an educational pathway in and for the initial training of Biological Sciences and Exact Sciences teachers. The investigation was conducted through the development of a didactic workshop in the context of the Scientific Communication course within the Department of Education, Teaching, and Sciences (DEC) at the Federal University of Paraná (UFPR), Palotina Sector, involving undergraduate students in Biological Sciences and Exact Sciences (with specializations in Physics, Chemistry, or Mathematics) teacher education programs. The specific objectives of this research were: a) to discuss, based on a literature review, the relationships between scientific communication and teacher education; b) to propose and develop a didactic workshop on the use of scientific communication social media in initial teacher education; and c) to analyze the perceptions of the undergraduate students regarding the role of scientific communication social media during their initial training and its potential. Data production was carried out through discussion circles, the researcher's journal entries, and activities developed by the participants. The analysis was conducted based on Discursive Textual Analysis (DTA), seeking to understand the meanings attributed by the undergraduate students to science communication in the digital context. The workshop allowed them to problematize the pedagogical use of these platforms, identifying their potential for lesson planning and the development of scientific and media literacy, as well as the challenges for science communication present on social media to effectively contribute to teacher training and Science teaching. It is concluded that, although these networks constitute potential formative pathways for confronting misinformation, their effectiveness depends on initial training that prepares the future teacher to use these materials in the classroom and to be a critical consumer of science communication. This allows them to identify which content effectively contributes to their training and teaching practice, given that isolated actions, such as didactic workshops, although significant, are not sufficient to fill all the gaps identified both in the literature and in the formative experience
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