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    Fatores socioeconômicos e o prognóstico de pacientes com insuficiência cardíaca descompensada

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    R - D - GUSTAVO SAROT PEREIRA DA CUNHA.pdf (3.173Mb)
    Data
    2026
    Autor
    Cunha, Gustavo Sarot Pereira da
    Metadata
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    Resumo
    Resumo: A Insuficiência Cardíaca (IC) descompensada possui elevada mortalidade, tanto intra-hospitalar, quanto nos meses subsequentes à hospitalização, período conhecido como período vulnerável. Fatores socioeconômicos estão associados a pior prognóstico em pacientes com IC crônica, no entanto, a relação em pacientes com IC descompensada é pouco conhecida, principalmente em países em desenvolvimento e com sistema universal de saúde. O objetivo desse trabalho é analisar o impacto da renda e do nível educacional no risco de óbito intra-hospitalar e no período vulnerável após hospitalização de pacientes com IC descompensada no Brasil. Este é um estudo de coorte prospectivo utilizando os dados nacionais do programa "Boas Práticas em Cardiologia" (BPC), admitidos com diagnóstico primário de IC descompensada nos centros participantes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes foram classificados conforme renda familiar mensal nos grupos: =1 salário-mínimo (SM), >1 a <2 SM, =2 a <5 SM e =5 SM. Ainda, foram classificados quanto a escolaridade em: menor que básica, básica, intermediária e avançada, conforme Classificação Internacional Normalizada da Educação 2011. O seguimento dos pacientes foi realizado até 180 dias após a alta hospitalar (período vulnerável). Por meio de regressão logística ajustada e não-ajustada, foram analisados os impactos da renda e escolaridade no óbito intra hospitalar. Por meio de regressão de Cox e regressão proporcional de subhazards ajustadas e não ajustadas, foram analisados os impactos da renda e escolaridade no óbito por todas as causas, óbito por causa cardiovascular e reospitalização por todas as causas até 180 dias após a alta. Foram incluídos na análise de mortalidade intra hospitalar 3.216 pacientes (Média de idade 60,9±14,9 anos, 42% mulheres). A mortalidade intra-hospitalar foi 11% (n=354). Menores níveis de renda estiveram associados a maior risco de óbito após ajuste para características basais dos pacientes, características clínicas na admissão e causas de descompensação (OR 1,23, IC95% 1,04-1,46, p=0,016). O nível de escolaridade não esteve associado com o risco de óbito intra-hospitalar. Na análise de seguimento após a alta, foram incluídos 2.425 pacientes (média de idade 60,7±15,0 anos, 41,2% mulheres). Em uma mediana de seguimento de 180 dias (52 – 180 dias), a mortalidade geral foi 11,3% (n=274), a mortalidade cardiovascular foi 9,1% (n=221) e a taxa de reospitalização por todas as causas foi 26,2% (n=635). Menores níveis educacionais foram associados a maior risco de óbito por todas as causas (HR 1.39, IC95% 1.13 – 1.73, p=0,002) e óbitos cardiovasculares (SHR 1,38, IC95% 1,09 – 1,75, p=0,008), mas não a maior taxa de reospitalização (SHR 1,08, IC95% 0,96 – 1,21, p=0,22) após ajuste para fatores de confusão. O nível de renda não esteve relacionado a nenhum dos desfechos analisados no período. Em pacientes com IC descompensada, menores níveis de renda estão associados com maior risco de óbito intra-hospitalar, enquanto menores níveis de escolaridade estão associados com maior risco de óbito no período vulnerável
     
    Abstract: Acute heart failure (HF) has high mortality rates, both in-hospital and in the months post-discharge, a period known as the vulnerable period. Socioeconomic factors are associated with worse prognoses in patients with chronic HF; however, this relationship is poorly understood in acute HF patients, especially in developing countries with universal healthcare systems. This study aims to analyze the impact of income and educational level on the risk of in-hospital death and mortality during the vulnerable period after hospitalization for acute HF in Brazil. This is a prospective cohort study using national data from the "Boas Práticas em Cardiologia" (BPC) program, including patients admitted with a primary diagnosis of acute HF in nineteen hospitals from the Sistema Único de Saúde (SUS). Patients were classified according to monthly household income into the following groups: =1 minimum wage (MW), >1 to <2 MW, =2 to <5 MW, and =5 MW. They were also classified by education level as: less than basic, basic, intermediate, and advanced, according to the International Standard Classification of Education 2011. Patients were followed for up to 180 days after hospital discharge. The impacts of income and education on in-hospital death were analyzed using adjusted and unadjusted logistic regression. The impacts of income and education on all-cause death, cardiovascular death, and all-cause rehospitalization up to 180 days after discharge were analyzed using adjusted and unadjusted Cox regression and subhazard regression. A total of 3,216 patients were included in the in-hospital mortality analysis (mean age 60.9±14.9 years, 42% women). In-hospital mortality was 11% (n=354). Lower income levels were associated with a higher risk of death after adjustment for baseline patient characteristics, clinical characteristics at admission, and causes of decompensation (OR 1.23, 95% CI 1.04-1.46, p=0.016). Education levels were not associated with mortality after adjustment for baseline patient characteristics, clinical characteristics at admission, and causes of decompensation. For the post-discharge follow-up analysis, 2,425 patients were included (mean age 60.7±15.0 years, 41.2% women). At a median follow-up of 180 days (52 – 180 days), overall mortality was 11.3% (n=274), cardiovascular mortality was 9.1% (n=221), and the all-cause rehospitalization rate was 26.2% (n=635). Lower education levels, after adjustment for confounding factors, were associated with a higher risk of all-cause death (HR 1.39, 95% CI 1.13 – 1.73, p=0.002) and cardiovascular death (SHR 1.38, 95% CI 1.09 – 1.75, p=0.008), but not with a higher rehospitalization rate (SHR 1.08, 95% CI 0.96 – 1.21, p=0.22). Income level was not associated with any of the analyzed outcomes during this period. In patients with acute HF, lower income levels are associated with a higher risk of in-hospital death, while lower education levels are associated with a higher risk of death in the vulnerable period
     
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/105184
    Collections
    • Dissertações [167]

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