Caracterização microestrutural dos sulfetos e quartzo associados à mineralização aurífera do Granito Passa Três (PR)
Resumo
Resumo: Este estudo focou na caracterização do Granito Passa Três (GPT), uma intrusão sienogranítica localizada no Cinturão Ribeira Meridional. Com uma área de 5 km², o GPT é classificado como granito do tipo I e contém veios de quartzo auríferos. O objetivo principal foi analisar a distribuição do ouro nos sulfetos, enfatizando a relação com a mineralização aurífera e as características texturais. A metodologia empregada incluiu levantamento bibliográfico, caracterização petrográfica, microscopia óptica e técnicas como MEV-EDS e EBSD. As análises de MEV-EDS permitiram uma diferenciação química eficaz dos minerais. O estudo também investigou mecanismos de deformação nos veios, correlacionando-os com as fácies do GPT, e revelou associações texturais e mineralógicas específicas para as fácies GEM, GEF e GEB. Análises detalhadas dos veios mineralizados indicaram uma paragênese complexa, incluindo minerais como quartzo, pirita, calcopirita, galena, aikinita, fluorita, muscovita, sericita, carbonato e ouro associado à pirita. Observações microscópicas revelaram padrões texturais vinculados à alteração hidrotermal tardi-magmática. Cristais de quartzo (Q1 e Q2), assim como pirita (Py1 e Py2), exibiram características distintas, sugerindo diferentes condições de formação e evolução dos veios. As análises de EBSD, quando integradas, mantiveram coerência, indicando processos de deformação rúptil-dúctil nos cristais de quartzo, associados ao sistema de transcorrência Lancinha (STL) e a geminações do tipo Dauphiné, com temperaturas de deformação entre 200°C e 400°C. A distribuição do ouro nos veios mineralizados parece estar associada à paragênese subsequente à formação dos cristais de quartzo Q1 e da pirita Py1. O ouro foi identificado principalmente como inclusões em microfraturas e espaços intersticiais dentro da pirita, sugerindo que foi introduzido por fluidos auríferos após a formação da pirita hospedeira. Essas características são apoiadas pela ausência de deformação plástica significativa na pirita, indicando que a introdução do ouro ocorreu através de fluidos evoluídos e enriquecidos em ouro e outros elementos. O ouro está associado com calcopirita e aikinita, sugerindo uma assembleia mineral de afinidade Au-Bi-Cu±Mo Abstract: This study focused on the characterization of the Passa Três Granite (GPT), a sienogranitic intrusion located in the Ribeira Meridional Belt. With an area of 5 km², the GPT is classified as a Type I granite and contains gold-bearing quartz veins. The main objective was to analyze the distribution of gold in sulfides, emphasizing the relationship with gold mineralization and textural characteristics. The methodology employed included bibliographic review, petrographic characterization, optical microscopy, and techniques such as SEM-EDS and EBSD. SEM-EDS analyses allowed for effective chemical differentiation of the minerals. The study also investigated deformation mechanisms in the veins, correlating them with the GPT facies, and revealed specific textural and mineralogical associations for the GEM, GEF, and GEB facies. Detailed analyses of the mineralized veins indicated a complex paragenesis, including minerals such as quartz, pyrite, chalcopyrite, galena, aikinite, fluorite, muscovite, sericite, carbonate, and gold associated with pyrite. Microscopic observations revealed textural patterns linked to late-magmatic hydrothermal alteration. Quartz crystals (Q1 and Q2), as well as pyrite (Py1 and Py2), exhibited distinct characteristics, suggesting different conditions of vein formation and evolution. The EBSD analyses, when integrated, maintained coherence, indicating brittle-ductile deformation processes in the quartz crystals, associated with the Lancinha transcurrent system (STL) and Dauphiné twinning, with deformation temperatures ranging between 200°C and 400°C. The distribution of gold in the mineralized veins appears to be associated with the paragenesis following the formation of Q1 quartz crystals and Py1 pyrite. Gold was identified primarily as inclusions in microfractures and interstitial spaces within pyrite, suggesting it was introduced by gold-bearing fluids after the formation of the host pyrite. These characteristics are supported by the absence of significant plastic deformation in pyrite, indicating that gold introduction occurred through evolved fluids enriched in gold and other elements. Gold is associated with chalcopyrite and aikinite, suggesting a mineral assemblage of Au-Bi-Cu±Mo affinity
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