Competência cultural de enfermeiros para o cuidado à mulher mãe e seu filho durante a hospitalização
Resumo
Resumo: Estudo qualitativo, de natureza exploratória e descritiva, objetiva identificar e descrever o processo de desenvolvimento da competência cultural vivenciado por enfermeiros no cuidado à mulher-mãe e seu filho em um hospital pediátrico no Sul do Brasil. A fundamentação teórica ancora-se no Modelo de Cuidado de Competência Cultural de Enfermeiros, de Josepha Campinha-Bacote. A metodologia empregou entrevistas semiestruturadas com 20 enfermeiros que prestam assistência direta e indireta ao binômio, no período de setembro a novembro de 2024. O corpus textual foi processado no software IRAMUTEQ®, utilizando-se a Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e análise temática. Os resultados evidenciaram seis classes lexicais: cinco alinham-se aos constructos teóricos do modelo (consciência, conhecimento, habilidade, encontros e desejo cultural), enquanto a sexta classe destaca as barreiras comunicacionais e estruturais que impactam a efetivação do cuidado. Identificou-se que o desenvolvimento da competência cultural se inicia fundamentalmente pelo desejo genuíno do profissional, sendo mediado pela consciência sobre a própria cultura e pela busca habilidosa de informações para uma avaliação de Enfermagem adequada. As barreiras linguísticas e institucionais são superadas mediante o uso de tecnologias, criatividade e apoio da equipe multiprofissional. Conclui-se que diante da diversidade cultural do contexto do estudo, evidenciaram-se os cinco constructos teóricos do modelo de Campinha-Bacote e emergiu o sexto constructo de barreiras comunicacionais e estruturais que impactam a efetivação do cuidado. Confirma-se a tese defendida que enfermeiros desenvolvem a competência cultural por meio das experiências e das relações de cuidado de Enfermagem e da diversidade étnica e cultural da mulher-mãe e seu filho (a), durante a hospitalização, considerando a consciência cultural, o conhecimento cultural, a habilidade cultural, os encontros culturais e o desejo cultural. Os achados reforçam a necessidade de suporte institucional e educação permanente para consolidar uma assistência culturalmente responsiva e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Abstract: This qualitative, exploratory, and descriptive study aims to identify and describe the process of cultural competence development experienced by nurses in the care of mother-women and their children at a pediatric hospital in Southern Brazil. The theoretical framework is anchored in Josepha Campinha-Bacote’s Process of Cultural Competence in the Delivery of Healthcare Services model. The methodology employed semi-structured interviews with 20 nurses who provide direct and indirect care to the mother-child dyad, between September and November 2024. The textual corpus was processed using IRAMUTEQ® software, applying Descending Hierarchical Classification (DHC) and thematic analysis. The results revealed six lexical classes: five align with the model's theoretical constructs (cultural awareness, knowledge, skill, encounters, and desire), while the sixth class highlights the communication and structural barriers that impact the delivery of effective care. It was identified that the development of cultural competence fundamentally begins with the professional's genuine desire, mediated by awareness of one's own culture and the skillful pursuit of information for adequate nursing assessment. Linguistic and institutional barriers are overcome through the use of technology, creativity, and multidisciplinary team support. It is concluded that, given the cultural diversity of the study context, the five theoretical constructs of the Campinha-Bacote model were evident, and a sixth construct emerged: communicational and structural barriers that impacted the effectiveness of care. The thesis is confirmed that nurses develop cultural competence through experiences and nursing care relationships, as well as the ethnic and cultural diversity of the mother and her child during hospitalization, considering cultural awareness, cultural knowledge, cultural skills, cultural encounters, and cultural desire.The findings reinforce the need for institutional support and continuing education to consolidate culturally responsive care aligned with the Sustainable Development Goals (SDGs)
Collections
- Teses [113]