| dc.contributor.advisor | Freitas, Artur, 1975- | pt_BR |
| dc.contributor.other | Barreto, Karoline Marianne, 1988- | pt_BR |
| dc.contributor.other | Queluz, Marilda Lopes Pinheiro | pt_BR |
| dc.contributor.other | Kaminski, Rosane, 1967- | pt_BR |
| dc.contributor.other | Nunes, Fabrício Vaz | pt_BR |
| dc.contributor.other | Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História | pt_BR |
| dc.creator | Severino, Tatiane Aparecida | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-04-28T16:46:17Z | |
| dc.date.available | 2026-04-28T16:46:17Z | |
| dc.date.issued | 2026 | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1884/101820 | |
| dc.description | Orientador: Prof. Dr. Artur Correia de Freitas | pt_BR |
| dc.description | Banca: Artur Correia de Freitas (Presidente da Banca), Karoline Marianne Barreto, Marilda Lopes Pinheiro Queluz, Rosane Kaminski, Fabricio Vaz Nunes | pt_BR |
| dc.description | Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa : Curitiba, 05/02/2026 | pt_BR |
| dc.description | Inclui referências | pt_BR |
| dc.description.abstract | Resumo: Esta pesquisa investiga a retórica do nonsense nos desenhos de humor produzidos por Miran (Oswaldo Miranda) e publicados na imprensa brasileira entre 1972 e 1986, especialmente na tira diária "Essenfelder", do Jornal do Brasil, e nas ilustrações presentes em O Pasquim. O recorte temporal abrange desde a primeira publicação em O Pasquim, até a última ocorrida também nesse jornal, enquanto a tira "Essenfelder" ocorreu entre esse período, em 1973. Considerando o contexto histórico autoritário da ditadura civil-militar brasileira, examina como o nonsense funciona como um recurso expressivo capaz de condensar a sensação de ausência de futuro que marcou a experiência social do período, articulando paródia, ironia e crítica política. A partir de referenciais da teoria da imagem e dos estudos sobre a contracultura, analisa-se de que modo a visualidade nonsense – entendida como um jogo retórico de rupturas, incongruências e deslocamentos de sentido – atua como um operador crítico que desestabiliza a normalidade cotidiana e reconfigura o olhar do espectador. Em termos metodológicos, a pesquisa articula a interpretação semântica e formal das imagens, a análise de sua circulação em meios de comunicação alternativos e hegemônicos, e o exame histórico das estratégias de linguagem utilizadas à época para contornar a censura. Os resultados evidenciam que o uso do nonsense por Miran lhe permitiu, pelas vias do absurdo, ironizar diversos aspectos da realidade social brasileira sob o regime militar, como o poder autoritário, o fim das utopias, a moralidade da classe média e o consumismo. Por outro lado, revela uma ambiguidade do desenho de humor, ao afirmar uma ideia machista e conservadora a partir de imagens estereotipadas de mulheres representadas como prostitutas ou donas de casa. Além disso, demonstram que a circulação das imagens em diferentes meios gerou formas distintas de humor gráfico, evidenciando como a visualidade experimental da imprensa alternativa e a narrativa seriada da grande imprensa funcionaram como estratégias complementares na construção de sentidos críticos | pt_BR |
| dc.description.abstract | Abstract: This research investigates the rhetoric of nonsense in the humorous drawings produced by Miran (Oswaldo Miranda) and published in the Brazilian press between 1972 and 1986, especially in the daily strip "Essenfelder," from Jornal do Brasil, and in the illustrations featured in O Pasquim. The time frame encompasses the period from the artist’s first publication in O Pasquim to his last contribution to that same newspaper, while the strip "Essenfelder" appeared within this interval, in 1973. Considering the authoritarian historical context of the Brazilian civil-military dictatorship, the study examines how nonsense operates as an expressive resource capable of condensing the sense of the absence of a future that marked the social experience of the period, articulating parody, irony, and political critique. Drawing on image theory and studies on counterculture, the research analyzes how nonsense visuality — understood as a rhetorical play of ruptures, incongruences, and shifts in meaning — acts as a critical operator that destabilizes everyday normality and reconfigures the viewer’s gaze. Methodologically, it combines semantic and formal interpretation of images, the analysis of their circulation in both alternative and mainstream media, and a historical examination of the linguistic strategies used at the time to escape censorship. The results show that Miran’s use of nonsense enabled him, through the paths of the absurd, to satirize various aspects of Brazilian social reality under the military regime, such as authoritarian power, the collapse of utopias, middle-class morality, and consumerism. On the other hand, the research reveals an ambiguity inherent to humorous drawing, as it reaffirms a sexist and conservative stance through stereotyped depictions of women portrayed as either prostitutes or housewives. Furthermore, it demonstrates that the circulation of these images across different media generated distinct forms of graphic humor, highlighting how the experimental visuality of the alternative press and the serialized narrative of the mainstream press functioned as complementary strategies in the construction of critical meaning | pt_BR |
| dc.format.extent | 1 recurso online : PDF. | pt_BR |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language | Português | pt_BR |
| dc.subject | Miranda, Oswaldo | pt_BR |
| dc.subject | Caricaturas e desenhos humorísticos | pt_BR |
| dc.subject | Imprensa | pt_BR |
| dc.subject | Brasil - Política e governo | pt_BR |
| dc.subject | História | pt_BR |
| dc.title | Através da imagem : nonsense e crítica social nos desenhos de humor de Miran (Oswaldo Miranda) nO Pasquim e no Jornal do Brasil – 1972-1986 | pt_BR |
| dc.type | Tese Digital | pt_BR |