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dc.contributor.advisorCrispim, Sandra Patricia, 1979-pt_BR
dc.contributor.otherSilva, Débora Letícia Frizzi, 1991-pt_BR
dc.contributor.otherHenriques, Viviana Teixeirapt_BR
dc.contributor.otherGiordani, Rubia Carla Formighieri, 1974-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Alimentação e Nutriçãopt_BR
dc.creatorSzklar, Rafaela Olle da Luzpt_BR
dc.date.accessioned2026-04-02T14:19:19Z
dc.date.available2026-04-02T14:19:19Z
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/101496
dc.descriptionOrientadora: Prof.ª Dra. Sandra Patricia Crispimpt_BR
dc.descriptionCoorientadora: Drª Débora Letícia Frizzi Silvapt_BR
dc.descriptionBanca: Sandra Patricia Crispim (Presidente da Banca), Viviana Teixeira Henriques e Rubia Carla Formighieri Giordanipt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Alimentação e Nutrição. Defesa : Curitiba, 11/12/2025pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: Estudos demonstraram que pessoas com obesidade tendem a subestimar o tamanho das porções alimentares, levando a uma subnotificação do consumo alimentar. No entanto, os motivos que levam esses indivíduos a subestimarem o consumo alimentar ainda não estão suficientemente documentados. Este trabalho visa compreender a percepção de indivíduos com obesidade sobre a quantificação alimentar. O estudo foi realizado por meio de uma pesquisa qualitativa, descritiva e transversal. Para a coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas gravadas com 20 pacientes classificados com obesidade pelo Índice de Massa Corporal (> 30 kg/m²), distribuídos entre três locais de coleta. Dez entrevistas aconteceram no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, e as demais em duas clínicas particulares localizadas em Curitiba/PR, sendo cinco entrevistas em cada. Após a transcrição por pares, foi realizada a análise de conteúdo com base nas três etapas descritas por Bardin (2016): 1) Experiências predominantemente positivas com o atendimento nutricional; 2) Sentimentos, facilidades e dificuldades apresentadas por indivíduos com obesidade durante o relato do consumo alimentar.; 3) Capacidade de perceber e relatar o consumo alimentar; 4) Aspectos de memória e de contexto que dificultam o relato alimentar; 5) Uso de fotos de porções alimentares como facilitador do relato do consumo alimentar; 6) Competências e dificuldades na quantificação de receitas. Sobre as experiências predominantemente positivas com o atendimento nutricional, os entrevistados indicaram que a empatia e o acolhimento são essenciais para a relação entre paciente e nutricionista e a falta destes pode dificultar a aderência ao acompanhamento nutricional. Os sentimentos expressos por indivíduos com obesidade em relação ao relato do consumo alimentar foram variados. A maioria relatou tranquilidade e facilidade para descrever a alimentação, embora alguns tenham mencionado sentimentos de culpa, vergonha e ansiedade, associados à sensação de estarem sendo julgados. As facilidades e dificuldades em falar sobre o que consomem mostraram-se contrastantes entre os participantes: enquanto alguns relataram abertamente seus hábitos alimentares, outros se mostraram mais reservados, indicando que, quando se sentem acolhidos, tendem a relatar o consumo alimentar com maior naturalidade. As percepções sobre a capacidade de relatar o consumo alimentar mostraram que a maioria dos participantes consegue descrever o que consome e as quantidades, embora alguns enfrentem dificuldades relacionadas à falta de atenção ou memória. Sobre o uso de manuais fotográficos, todos reconheceram que eles auxiliam positivamente na quantificação alimentar. A capacidade de relatar o preparo e as quantidades dos ingredientes das receitas variou conforme a experiência culinária. Participantes que cozinham com maior frequência demonstraram maior clareza nas descrições, enquanto os menos experientes apresentaram conhecimentos mais básicos, evidenciando o papel da prática culinária na percepção das quantidades. Este estudo amplia os achados de Garmus et al.(2025) ao aprofundar a compreensão sobre o consumo alimentar de indivíduos com obesidade e reforçar a importância de um acompanhamento nutricional humanizadopt_BR
dc.description.abstractAbstract: Studies have shown that individuals with obesity tend to underestimate portion sizes, leading to underreporting of dietary intake. However, the reasons that lead these individuals to underestimate their food consumption are still not sufficiently documented. This study aims to understand the perception of individuals with obesity regarding dietary quantification. The study was conducted through a qualitative, descriptive, and cross-sectional design. For data collection, recorded semi-structured interviews were carried out with 20 patients classified as having obesity according to Body Mass Index (> 30 kg/m²), distributed across three data collection sites. Ten interviews took place at the Hospital de Clínicas of the Federal University of Paraná, and the remaining ten at two private clinics located in Curitiba, PR, with five interviews conducted in each clinic. After paired transcription, content analysis was performed based on the three stages described by Bardin (2016): 1) Predominantly positive experiences with nutritional care; 2) Feelings, facilitators, and difficulties presented by individuals with obesity during dietary reporting; 3) Ability to perceive and report food intake; 4) Memory and contextual aspects that hinder dietary reporting; 5) Use of photographic portion-size manuals as facilitators of dietary reporting; 6) Skills and difficulties in recipe quantification. Regarding predominantly positive experiences with nutritional care, interviewees indicated that empathy and support are essential for the relationship between patient and nutritionist, and the absence of these elements may hinder adherence to nutritional follow-up. The feelings expressed by individuals with obesity regarding dietary reporting were varied. Most reported calmness and ease in describing their food intake, although some mentioned feelings of guilt, shame, and anxiety associated with the sensation of being judged. The facilitators and difficulties in talking about what they consume were contrasting among participants: while some openly reported their eating habits, others were more reserved, indicating that when they feel welcomed, they tend to report food intake more naturally. Perceptions regarding the ability to report dietary intake showed that most participants are able to describe what they consume and the quantities, although some face difficulties related to lack of attention or memory. Regarding the use of photographic manuals, all participants recognized that they positively assist in dietary quantification. The ability to report preparation methods and ingredient quantities in recipes varied according to culinary experience. Participants who cook more frequently demonstrated greater clarity in their descriptions, whereas less experienced individuals showed more basic knowledge, highlighting the role of culinary practice in the perception of quantities. This study expands the findings of Garmus et al. (2025) by deepening the understanding of dietary intake among individuals with obesity and reinforcing the importance of a humanized nutritional follow-uppt_BR
dc.format.extent1 recurso online : PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectAlimentos - Consumopt_BR
dc.subjectComportamento alimentarpt_BR
dc.subjectObesidadept_BR
dc.subjectPercepçãopt_BR
dc.subjectNutriçãopt_BR
dc.titleEstudo qualitativo sobre a percepção de indivíduos adultos com obesidade sobre o relato e a quantificação do consumo alimentarpt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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