Relação da resposta celular para detecção precoce de cardiotoxicidade em pacientes com câncer de mama
Resumo
Resumo: Introdução: O câncer de mama é o câncer mais comum que afeta as mulheres no mundo. As antraciclinas são quimioterápicos comumente utilizados no tratamento destas pacientes. Seu uso clínico é limitado pela cardiotoxicidade que pode levar à insuficiência cardíaca. Doenças cardiovasculares e câncer estão relacionados com inflamação persistente. Parâmetros hematológicos periféricos podem ser biomarcadores importantes na detecção precoce da cardiotoxicidade em mulheres com estado inflamatório sistêmico. Objetivo: Correlacionar a resposta celular com detecção precoce de cardiotoxicidade em pacientes com câncer de mama. Avaliar a relação de neutrófilos, monócitos, linfócitos e plaquetas no sangue com a cardiotoxicidade em mulheres com câncer de mama. Analisar o perfil clínico de pacientes com câncer de mama. Relacionar a dose de Antraciclina capaz de gerar cardiotoxicidade. Correlacionar cardiotoxicidade com resposta ao tratamento e evolução clínica das pacientes. Métodos: Análise retrospectiva, observacional e descritiva de prontuários e banco de dados do Setor de Oncologia de um Hospital Terciário da Região Metropolitana de Curitiba/PR. Foram analisados o hemograma e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) das pacientes com diagnóstico de câncer de mama que foram submetidas à tratamento com quimioterapia neoadjuvante com doxorrubicina, seguida de cirurgia, quimioterapia adjuvante e radioterapia. Resultados: A maioria das pacientes (61%) respondeu ao tratamento com doxorrubicina, sem comprometimento cardíaco precoce, mesmo utilizando doses altas de doxorrubicina (p= 0,0001). Porém 24,8% das mulheres evoluíram com queda da FEVE, com doses moderadas de doxorrubicina. Houve associações da relação neutrófilo/linfócito e do índice imuno-inflamatório sistêmico com a evolução clínica das pacientes (p= 0,0189). Porém, não foi possível correlacionar presença de cardiotoxicidade precoce com as relações celulares das pacientes com câncer de mama. Conclusão: A investigação da cardiotoxicidade precoce por meio de relações celulares do sangue periférico em mulheres com câncer de mama ainda é desconhecido e precisa ser mais explorado Abstract: Introduction: Breast cancer is the most common cancer affecting women worldwide. Anthracyclines are chemotherapeutics commonly used in the treatment of these patients. Their clinical use is limited by cardiotoxicity, which can lead to heart failure. Cardiovascular disease and cancer are associated with persistent inflammation. Peripheral hematologic parameters may be important biomarkers for the early detection of cardiotoxicity in women with systemic inflammatory conditions. Objective: To correlate cellular response with early detection of cardiotoxicity in breast cancer patients. To evaluate the relationship between blood cells and cardiotoxicity in women with breast cancer. To analyze the clinical profile of breast cancer patients. To relate the anthracycline dose capable of generating cardiotoxicity. To correlate cardiotoxicity with treatment response and clinical outcome of patients. Methods: Retrospective, observational, and descriptive analysis of medical records and a database from the Oncology Department. The complete blood count and left ventricular ejection fraction (LVEF) of patients diagnosed with breast cancer who underwent neoadjuvant chemotherapy with doxorubicin, followed by surgery, adjuvant chemotherapy, and radiotherapy, were analyzed. Results: Most patients (61%) responded to doxorubicin treatment, without early cardiac impairment, even with high doses of doxorubicin (p= 0.0001) However, 24.8% of women developed a decrease in LVEF with moderate doses of doxorubicin. There were associations between the neutrophil/lymphocyte ratio and the systemic immuno inflammatory index with the clinical evolution of the patients (p= 0,0189). However, it was not possible to correlate the presence of early cardiotoxicity with the cellular relationships of the breast cancer patients. Conclusion: The investigation of early cardiotoxicity through peripheral blood cellular relationships in women with breast cancer remains unknown and requires further exploration
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