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    Seriam escribas os poetas helenísticos? : tradição, trabalho e poesia no Museu de Alexandria (306-221 A.E.C.)

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    R - T - LUIZ HENRIQUE SILVA MOREIRA.pdf (2.622Mb)
    Data
    2025
    Autor
    Moreira, Luiz Henrique Silva
    Metadata
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    Resumo
    Resumo: Resumo: A presente tese tem como objetivo compreender o Museu de Alexandria e a produção poética durante o primeiro século do governo lágida. Diante da escassez de fontes, o trabalho foi estruturado em três partes, que considero essenciais para enfrentar a questão. Na primeira parte, examino o conceito de Período Helenístico e o modo como as comunidades afro-asiáticas da Antiguidade foram posteriormente interpretadas no Renascimento, no Iluminismo e no pensamento eugenista. A partir desse percurso historiográfico, emerge uma posição crítica quanto à correlação entre o eurocentrismo e a própria ideia de um "mundo helenístico". Na segunda parte, exploro o argumento de que o "poeta" não existia como uma categoria profissional no Mediterrâneo Antigo; sendo a poesia uma atividade exercida por indivíduos dedicados a outras ocupações, muitas vezes exercida por músicos remunerados e comissionados. Com base no referencial teórico estabelecido na primeira parte, defendo a noção de um "Mediterrâneo Próximo" em contraposição ao "Oriente Próximo", ressaltando que a Grécia ocupava uma posição periférica em relação à monarquia persa. Dessa condição de periferia, proponho que o escriba era a principal forma de intelectual letrado, enquanto o poeta surgia como figura marginal, especialmente a partir da posição igualmente marginal de Atenas. A partir desse raciocínio, busco uma nova compreensão dos poetas no Museu de Alexandria: interpreto-os como resultado da continuação da máquina templária e burocrática egípcia, já utilizada pelos Aquemênidas no Egito para legitimar e moldar a identidade real durante o período em que dominaram a região, e posteriormente mantida pelos lágidas no âmbito do Museu. Nesse contexto, proponho uma leitura de Apolônio de Rodes como escriba, possivelmente identificável com Apolônio o dioikétes. Na terceira e última parte, exploro a produção poética no Egito ptolemaico do século III AEC., por meio da análise de um papiro escolar e dos poemas de Teócrito, argumentando que este, como poeta marginal, oferece indícios de que a teoria de Strootman (2007; 2017) acerca da philia como principal fundamento no patrocínio de produções literárias não era a única via — e talvez não fosse sequer a central — para a criação poética. Por fim, ressalto que esta tese é elaborada a partir de uma perspectiva sul-latino-americana, que desafia explicitamente pressupostos eurocêntricos e leituras canônicas europeias que classicistas em posições hegemônicas frequentemente apresentam como verdades intocáveis. Para tornar esta postura clara, inicio com um manifesto em defesa de um "classicismo antropofágico", no qual exponho como entendo a função dos Estudos Clássicos na América Latina
     
    Abstract: Abstract. The present thesis aims to understand the Alexandrian Museum and poetic production during the first century of Ptolemaic rule. Due to the scarcity of sources, the work is organized into three parts, which I consider essential to address the question. In the first part, I examine the notion of Hellenistic period and the way of Afro-Asiatic communities in antiquity were later interpreted during the Renaissance, the Enlightenment, and the rise of eugenic thought. From this historiographical trajectory, a critical stance emerges concerning the correlation between Eurocentrism and the very construction of the "Hellenistic idea." In the second part, I follow and endorse the arguments of other scholars who have demonstrated that "poet" did not exist as a professional category in the Ancient Mediterranean; rather, poetry was an activity practiced by individuals engaged in other professions, sometimes musicians and performers. Using the theoretical framework developed in the first part to support a notion of a "Near Mediterranean" in opposition to the "Near East," I argue that Greece occupied a peripheral position in relation to the Persian monarchy. From this marginality, I suggest that the scribe was the main form of literate intellectual in antiquity, while the poet emerged as a marginal figure, reflecting the peripheral status of Athens itself. From this perspective, I construct an interpretation of poets in the Alexandrian Museum as scribes, operating within a millennial institution that had already been employed by the Achaemenids in Egypt to legitimize and shape royal identity, during their government in Egypt, and which the Ptolemies subsequently maintained under the Museum. In this context, I propose a reading of Apollonius Rhodius as a scribe, possibly identifiable with Apollonius the dioikétes. In the third and final part, I explore poetic production in Ptolemaic Egypt during the third century BCE, through the analysis of a school papyrus and the poems of marginal poet Theocritus Syracusan, arguing that both provide evidence that Strootman’s (2007; 2017) theory of philia as the primary foundation of literary production was not the only path—and perhaps not even the central one—for the creation of poetry. Finally, I must stress that this thesis is written from a South Latin American perspective, explicitly challenging Eurocentric assumptions and canonical European readings often presented by classicists in hegemonic positions as untouchable truths. To make this position clear, I started with a manifesto in defense of an "anthropophagic classicism," through which I outline my understanding of the role of Classical Studies in Latin America
     
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/100518
    Collections
    • Teses [188]

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