| dc.description.abstract | Resumo: A alga vermelha Cryptonemia crenulata (Rhodophyta, Cryptonemiales) foi submetida à extração aquosa à temperatura de 25°C (1 vez), obtendo-se a fração C-1, e à 80°C (3 vezes), as duas primeiras originando a fração C-2 e a terceira originando a fração C-3. As frações C-1e C-2 foram submetidas a tratamento com KCI 2M, onde foi obtido, quase na sua totalidade, polissacarídeos solúveis em KCI 2M, denominados de C1-2N e C2-2N (93,8 e 97,5 % de rendimento, respectivamente). A fração C2-2N foi fracionada em coluna de troca-iônica (DEAE- Sephacel), onde foi utilizado como eluente: água, e soluções de NaCI nas concentrações de 0,5; 1,0 e 1,5 M, as frações de maior rendimento foram obtidas das eluições com 0,5 M e 1 M de NaCI, denominadas de C2m e C2u, respectivamente. Estas frações apresentaram um teor de sulfato de 25,1 e 28,3 %, respectivamente. A fração C2u homogênea por HPSEC-MALLS, apresentou Mw de 236.200, sendo constituída por: galactose (68,0%), 3,6-anidrogalactose (15,7%), 2- 0-metil-3,6-anidrogalactose (8,5%), 2-O-metil-galactose (4,5 %), 6-O-metil- galactose (0,6%) e xilose (2,7%). Nesta galactana, 78% das unidades "A" (p- galactose-3-O-substituída), se apresentam como galactose-2-sulfato (comprovado por metilação e análise de RMN de 13C da fração nativa e das modificadas quimicamente por tratamento alcalino (C2uT) e por solvólise (C2ud). O espectro de RMN de 13C da fração C2u, demonstra a presença de acetal de ácido pirúvico [4,6- O-(l-carboxietilideno)], caracterizado pelos sinais em 25,0 ppm (CH3-), e em 175,7 ppm (-C=0), que também foram quantificadas fotocolorimetricamente (2,8%). Estas unidades piruvatadas apresentam grupo sulfato em carbono-2 (devido a presença de galactose nas analises de metilação de C2uT e C2u, e o desaparecimento deste derivado em C2ud, com o aumento proporcional de 8,1% de 2-O-metil-galactose). Em pequenas proporções aparecem unidades de galactose não substituídas e galactose-2,4-dissulfato. As unidades "B" (a-galactose-4-O-substituída), pelos resultados de metilação e espectroscópicos, apresentam grande diversidade: galactose-6-sulfato (12,6%), 3,6-anidrogalactose-2-sulfato (9,5%), 2-0-metil-3,6- anidrogalactose (8,5%), 3,6-anidrogalactose sem substituição em carbono-2 (6,8%), além de galactose (7,8%) e baixas porcentagens de galactose-2,6-dissulfato (1,1%). Com relação à configuração enantiomérica destas unidades, o espectro de RMN de 13C da fração C2ud (98,3 e 97,8 ppm) confirmam a presença de 2-0-metil-3,6- anidro-a-L-galactose e 3,6-anidro-a-L-galactose. A presença de 3,6-anidro-a-D- galactose (4,7 moles%) e 3,6-anidro-a-L-galactose (11 moles%), foi confirmada pela quantificação destes no polímero nativo. Após tratamento alcalino da fração C2u, o espectro de RMN de 13C da galactana C2uT mostra a presença do sinal em 95,3 ppm (relativo ao carbono-1 das unidades de 3,6-anidro-a-D-galactose), demonstrando a presença de a-D-galactose-6-sulfato no polímero original. Deste modo a fração C2u de C. crenulata é uma galactana piruvatada constituída por unidades de p-D-galactose-3-O-substituídas, estas se apresentam principalmente sulfatadas em carbono-2, e por unidades de a-galactose-4-O-substituídas. Estas últimas apresentam-se tanto na forma estereoquímica D- como L-, caracterizando esta galactana piruvatada como uma galactana do tipo híbrida-D/L | pt_BR |