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dc.contributor.advisorMoutinho, Luiz Damon Santos, 1964-pt_BR
dc.contributor.authorLopes, Marcos Danielpt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.date.accessioned2020-02-14T15:09:02Z
dc.date.available2020-02-14T15:09:02Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/65602
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Luiz Damon Santos Moutinhopt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 17/10/2019pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p. 168-174pt_BR
dc.description.abstractResumo: A sucessão de leituras dos diálogos de Platão apresentadas por Heidegger é marcada por uma constante variação de ênfase, tema e pressupostos. Analisadas e comparadas entre si, tais interpretações se revelam conflitantes a ponto de se desautorizarem em aspectos fundamentais (por ex. no que se refere ao papel da formação humana), o que levanta perguntas sobre quais seriam as motivações à base dessas alterações. Em certa etapa, Heidegger verá Platão como o precursor das modalidades de pensamento que foram decisivas para toda a compreensão de mundo ocidental: a metafísica e o humanismo. Contudo, décadas antes de havê-lo encarado sob esse prisma, o filósofo alemão apresentou interpretações que seguiam caminhos díspares - e mesmo após ter lhe içado àquele posto, por vezes, nota-se que sua leitura balançou confusamente. O intento da presente tese é pontuar estas etapas da sua leitura de Platão destacando o movimento de auto anulação próprio, mostrando a profunda oscilação de sentido na base de cada apropriação heideggeriana e como essa variação esteve atada ao contexto em que se inseria. Para tanto, destacaremos a diferença entre os lugares cedidos a Platão no orbe do seu pensamento em três estágios interpretativos: i) em 1925, no curso baseado no diálogo Sofista, ministrado no período em que o filósofo lecionava em Marburg; ii) em 1933, na preleção Ser e verdade, proferida quando do seu engajamento político no cargo de reitor em Freiburg; e iii) em 1947, no pós-guerra, quando o pensador de Meßkirch, enfim, realoca Platão na história da filosofia através de uma releitura crítica da "alegoria da caverna". Ao constatarmos que o sentido que entrecorta cada leitura coincide com mudanças significativas na posição do próprio Heidegger, nossa tese é a de que sua própria errância foi decisiva para sustentar as variações. Tal errância possuiria o caráter daquela fatalidade "epocal" irrefreável e supra-humana, como pensou o filósofo, ou faria mais eco às situações prosaicas que a condicionaram? Palavras-chave: Heidegger. Platão. Metafísica. Formação.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The succession of readings from Plato's dialogues presented by Heidegger is marked by a constant variation of emphasis, theme, and assumptions. Analyzed and compared with each other, such interpretations are conflicting to the point that they are unauthorized in fundamental aspects (e.g., regarding the role of human formation), which raises questions about what would be the motivations behind these changes. At some stage Heidegger will see Plato as the forerunner of the modes of thought that were decisive for all understanding of the Western world: metaphysics and humanism. However, decades before facing him in this light, the German philosopher presented interpretations that followed disparate paths - and even after lifting him to that post, it is sometimes noted that his reading swayed in confusion. The purpose of the present thesis is to punctuate these stages of his reading of Plato by highlighting the movement of self-annulment itself, showing the deep oscillation of meaning at the basis of each Heideggerian appropriation and how this variation was tied to the context in which it was inserted. To this end, we will highlight the difference between the places given to Plato in the orb of his thinking in three interpretative stages: i) in 1925, the course based on the Sophist dialogue, taught at the time the philosopher was teaching in Marburg; ii) in 1933, in the lecture Being and Truth, given at the time of his political engagement in the office of rector in Freiburg; and iii) in 1947, after the war, when the Meßkirch's thinker finally relocates Plato in the history of philosophy through a critical rereading of the "cave allegory". Realizing that the meaning that cuts through each reading coincides with significant changes in Heidegger's own position, our thesis is that his own errancy was decisive in sustaining the variations. Would such errancy possess the character of that unrestrained, superhuman "epocal" fatality, as the philosopher thought, or would it echo the prosaic situations that conditioned it? Key-words: Heidegger. Plato. Metaphysics. Formation.pt_BR
dc.format.extent191 p.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectHeidegger, Martin, 1889-1976 - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectPlatao - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectMetafisicapt_BR
dc.subjectHumanismopt_BR
dc.subjectFilosofiapt_BR
dc.titleA errância de Heidegger segundo suas interpretações de Platãopt_BR
dc.typeTese Digitalpt_BR


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