| dcterms.abstract | O presente artigo possui como objetivo central apresentar uma leitura sobre como as escavações de Pompeia impactaram o cotidiano brasileiro no século XIX e, também, iniciaram o acesso à Arqueologia Clássica que, então, nascia. Para tanto, parto de alguns dos resultados de minhas pesquisas junto ao projeto RIPOMPHEI, Recepción e influjo de Pompeya y Herculano en España e Iberoamérica, coordenado por Mirella Romero Recio, da Universidade Carlos III, Madri, ainda não publicados no Brasil e apresento algumas análises inéditas sobre a participação de Teresa Cristina no processo e, também, das reflexões de Nísia Floresta sobre sua viagem a Pompeia. Ao eleger duas mulheres para alicerçar os argumentos centrais do artigo, busco analisar o interesse pelo início da Arqueologia Clássica a partir de um viés menos usual, destacando a participação feminina no processo. Trata-se, então, de um artigo que explora as relações políticas e culturais entre Brasil e Itália em um momento de surgimento da Arqueologia Clássica, explorando os silêncios da historiografia brasileira sobre o tema. | |