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    Alterações nutricionais e alimentares no idoso com doença de Alzheimer : sarcopenia, capacidade funcional e dieta

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    R - D - DANIELLE RODRIGUES LECHETE.pdf (1.194Mb)
    Data
    2013
    Autor
    Lecheta, Danielle Rodrigues
    Metadata
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    Resumo
    Resumo: Introdução: o envelhecimento populacional é um fenômeno global. Concomitantemente, ocorre aumento do número de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, incluindo a demência. A doença de Alzheimer (DA) é o tipo mais comum de demência, na qual, além do prejuízo cognitivo, comportamental e funcional, alterações nutricionais são frequentes. Objetivo: descrever e analisar as alterações nutricionais e alimentares em idosos com DA. Metodologia: trata-se de estudo transversal descritivo, no qual foram incluídos idosos com diagnóstico de DA atendidos na Unidade de Saúde de Atenção ao Idoso Ouvidor Pardinho, no município de Curitiba/Paraná, no período de novembro de 2010 a julho de 2011. A Clinical Dementia Rating foi utilizada para definição do estágio da demência. Para classificação do estado nutricional (EN) aplicou-se a Mini Avaliação Nutricional (MAN). Para o diagnóstico de sarcopenia, foram utilizados os testes: impedância bioelétrica (IB) para cálculo do Índice de Massa Muscular Esquelética (IMME); Força de Preensão Manual (FPM) e teste Timed Get Up and Go (TGUG), para avaliação da função muscular. A capacidade funcional foi avaliada pelas escalas Katz e Lawton. Foram realizadas medidas antropométricas, exames laboratoriais (hemoglobina, linfócitos, albumina e colesterol total) e registro alimentar de três dias para complementar a avaliação nutricional. A Zarit Burden Interview (ZBI) foi aplicada para avaliação da sobrecarga do cuidador. Informações sobre sintomas gastrointestinais e alterações comportamentais foram obtidas com os cuidadores. Resultados: Foram avaliados 96 idosos com idade média de 78,0±6,52 anos, prevalecendo gênero feminino (70,8%) e DA leve (54,2%). Segundo a MAN, 55,2% apresentavam risco de desnutrição, o que é evidenciado pela perda de peso involuntária em 64,6% dos pacientes, redução de linfócitos em 55,3% e sarcopenia grave em 43,7%. Todos alimentavam-se por via oral, sendo 62,5% com dieta de consistência normal. Necessitavam de auxílio para servir o prato 44,8% dos idosos; 31,3% não se alimentavam quando a refeição não era oferecida pelo cuidador; e 26,0% se alimentavam menos que o usual. Quanto à adequação dietética: 41,7% ingeriam dieta hipocalórica; 46,9% dieta hipoproteica; e a maioria apresentou ingestão insuficiente de vitaminas A e C, cálcio e ferro. Redução do apetite ocorreu em 31,3% dos idosos; 41,7% apresentavam problemas de mastigação, 20,8% xerostomia; e 11,5% disfagia. Nas fases mais avançadas da doença observou-se pior EN, menor quantidade de massa muscular, pior função muscular, pior capacidade funcional, maior número de alterações comportamentais e maior sobrecarga do cuidador, havendo diferença estatisticamente significativa entre os estágios da demência nas avaliações: MAN (p=0,008), IMME (p=0,054), FPM (p=0,001), TGUG (p<0,001), Katz (p<0,001), Lawton (p<0,001), número médio de alterações comportamentais (p<0,001) e ZBI (p=0,006). Segundo análise de regressão logística, a piora da capacidade funcional independe do EN ou da quantidade de massa muscular do doente, devendo-se à piora da demência. Não foi encontrada correlação entre o EN e a dieta, o número médio de alterações comportamentais ou a sobrecarga do cuidador. Conclusão: os idosos com DA apresentam alta prevalência de risco de desnutrição, dieta inadequada, pior EN e redução da capacidade funcional nos estágios mais avançados da demência, sendo em grande parte semidependentes para alimentação.
     
    Abstract: Introduction: population ageing is a global phenomenon. Concomitantly, there is an increase in the number of people with chronic non-communicable diseases, including dementia. Alzheimer's disease (AD) is the most common type of dementia; in addition to cognitive, behavioral and functional impairment, nutritional changes are frequent. Objective: to describe and analyze changes in nutritional status and food intake in older adults with AD. Methodology: It's a cross sectional study which included elderly patients with diagnosis of AD followed at Ouvidor Pardinho Health Unit of Elderly Care, in Curitiba/Paraná, between November 2010 and July 2011. Clinical Dementia Rating was used to define the stage of dementia and Mini Nutritional Assessment (MNA) to classify the nutritional status. The diagnosis of sarcopenia was done with the tests: bioelectrical impedance (BI) for calculation of the Skeletal Muscle Mass Index (SMMI); Handgrip Strength (HS) and Timed Get Up and Go test (TGUG), for evaluation of muscle function. Functional capacity was evaluated by Katz and Lawton scales. Anthropometric measurements, biochemical tests (hemoglobin, lymphocytes, albumin and total cholesterol) and a three-day food record were done to complement nutritional assessment. The Zarit Burden Interview (ZBI) was used to assess caregiver burden. Information about gastrointestinal symptoms and behavioral changes were obtained with the caregivers. Results: it was evaluated 96 elderly patients with mean age of 78.0±6.52 years, most of them females (70.8%) and with mild AD (54.2%). According to MAN, 55.2% were at risk of malnutrition, as evidenced by unintentional weight loss in 64.6% of subjects, lymphocytes reduction in 55.3% and severe sarcopenia in 43.7%. All of the patients had exclusive oral intake and 62.5% of them normal consistency diet. Also, 44.8% of the elderly needed assistance to serve food, 31.3% did not eat when the meal was not offered by the caregiver and 26.0% ate less than usual. As for dietary adequacy: 41.7% had low-calorie diet; 46.9% low-protein diet; and most of the patients had insufficient intake of vitamins A and C, calcium and iron. Reduced appetite occurred with 31.3% of older adults; 41.7% had chewing problems, 20.8% xerostomia and 11.5% dysphagia. In more advanced stages of the disease it was observed worse nutritional status, less muscle mass, worse muscle function, worse functional capacity, greater number of behavioral changes and increased caregiver burden,with statistically significant difference among the stages of dementia for the itens: MNA (p=0.008), SMMI (p=0.054), HS (p=0.001), TGUG (p<0.001), Katz (p<0.001), Lawton (p<0.001), mean number of behavioral changes (p<0.001 ) and ZBI (p=0.006). According to logistic regression analysis, the worsening of functional capacity is not related to nutritional status or the patient's amount of muscle mass, but to the progression of dementia. No correlation was found between nutritional status and the patient's diet, the average number of behavioral changes or the caregiver burden. Conclusion: older adults with AD present high prevalence of risk of malnutrition, inadequate diet, worse nutritional status and reduction of functional capacity in the more advanced stages of dementia and are often semi dependent for feeding.
     
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/33839
    Collections
    • Teses & Dissertações [10894]

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