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    Análise da marcha de crianças em tratamento com toxina botulínica do tipo A : relato de dez crianças com paralisia cerebral espástica

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    R - T - REGINA MARIA RIBEIRO CAMARGO.pdf (1.911Mb)
    Data
    2011
    Autor
    Camargo, Regina Maria Ribeiro
    Metadata
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    Resumo
    Resumo: A Paralisia Cerebral (PC) espástica afeta a qualidade do movimento e a habilidade locomotora. Estas alterações podem comprometer o deslocamento angular do quadril bem como as variáveis espaço temporais no ciclo da marcha. O objetivo do estudo foi comparar, nas medidas angulares do quadril e nas espaço temporais durante o ciclo da marcha, crianças espásticas, antes e após intervenção com Toxina Botulínica tipo A (TBA), com um grupo de crianças de desenvolvimento típico, utilizando a análise bidimensional da marcha. Ensaio clinico tendo como participantes do grupo de estudo crianças com PC espástica e do grupo controle crianças com desenvolvimento típico, de 4 a 8 anos, ambos os gêneros, deambuladores independentes. Foi realizada intervenção com TBA nos músculos psoas e glúteo máximo no grupo de estudo. A mensuração dos resultados foi mediante análise bidimensional da marcha com videografias nos períodos anterior a aplicação de TBA e após um mês, três, seis e nove meses. Os vídeos foram analisados no software Windows Movie Maker e Corel Draw. As medidas angulares do quadril ocorreram nos eventos de contato inicial, apoio médio, desprendimento do pé e amplitude angular total. As medidas espaço temporais envolveram as variáveis cadência, velocidade, passada, índice do passo, índice de claudicação, apoio direito e esquerdo, duplo apoio inicial e final. Os dados foram analisados no programa Excel com médias e desvio padrão; outra mensuração foi a menor pontuação de cada caso registrando aproximação na variação do desvio padrão do grupo controle. Dez crianças do grupo de estudo, média de idade de 6,3 anos, cinco do gênero feminino; quinze crianças do grupo controle, média da idade de 6,5 anos, onze do gênero feminino. A média da idade de aquisição da marcha no grupo de estudo foi de 2,6 anos e 1,1 anos no controle; o tempo de experiência da marcha de 3,5 anos no grupo de estudo e 5,3 anos no controle; estes dados demonstraram a desvantagem do grupo de estudo. As medidas angulares no grupo de estudo apresentaram no período pós TBA valores aproximados do grupo controle apenas na amplitude angular total, exceto no pós três meses; os ângulos do contato inicial e apoio médio foram sempre maiores e do desprendimento do pé menor que o controle. As medidas espaço temporais aproximaram-se do grupo controle nas variáveis de cadência, velocidade e passada aos três meses pós TBA e o índice do passo aos seis meses; os valores de apoio esquerdo e duplo apoio inicial aproximaram-se do controle um mês pós TBA. Em relação à aproximação dos casos ao grupo controle após a TBA houve menor pontuação em dois casos nas medidas angulares comparados a seis casos nas medidas espaço temporais e equivalência entre as medidas em dois casos. Houve maior ângulo de desprendimento do pé aos três meses pós TBA, refletindo na maior extensão do quadril pela redução da espasticidade do músculo psoas, relacionando-se com o melhor desempenho nas medidas espaço temporais de cadência, velocidade, passada; corroborando com a maior aproximação dos casos em relação ao grupo controle nestas medidas após a intervenção.
     
    Abstract: Spastic CP (Cerebral Palsy) affects movement performance and locomotor skills. These changes may affect the angular hip displacement as well as the spatiotemporal variables of gait. The purpose of this study was to compare the angular measurements of the hip and the spatiotemporal variables during gait in spastic CP children, before and after intervention with BTA (Botulinum toxin A), with a group of children of typical development, using two-dimensional gait analysis. Clinical trial comparing children from the study group, spastic CP, with those from the control group, typically developing, from 4 to 8 years, both genders, independent walkers. BTA intervention was performed in the psoas and gluteus maximus in the study group. The outcome measurement was obtained by a twodimensional gait analysis with videography before BTA application and after one month, three, six and nine months. The videos were analyzed using the software Windows Movie Maker and Corel Draw. The angular hip measurements occurred during initial contact, middle stance, foot release and total angular range. The spatiotemporal measurements considered the variable such as cadence, speed, stride,step index, claudication index, left and right stance, initial and final double stance. Data were analyzed in Excel with means and standard deviation score; another measurement was the lower score of each case recording the approach of the standard deviation of the control group. Ten children of the study group, average age was 6.3 years, five were female; fifteen children of control group, average age was 6.5 years, eleven were female. The average age of acquisition of gait of control group was 2.6 years and 1.1 years in the control; time of gait experience was 3.5 years for study group and 5.3 years for the control; these data showed the disadvantage of the study group. The angular measurements of the study group were close to the control group in the post BTA treatment only in the total angular range, except the post three months; the angles of initial contact and middle stance were always higher and foot release lower than the control. The spatiotemporal measurements approached the control group in the variables of cadence, speed and stride in the period of three months after BTA and step index at six months, the values of left stance and double initial stance were close to the control group values one month post BTA. Considering the approximation of the cases with the control group post BTA, it was observed lower score in two cases in the angular measurements compared to six cases in the spatiotemporal measurements and equivalence between the measurements in two cases. There was a greater angle of foot release three months after TBA, reflecting in greater hip extension by reducing spasticity of psoas relating it with the better performance in the spatiotemporal measurements of cadence, speed, and stride; confirming a better approach of the cases in relation to control group in these measurements after intervention.
     
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/28406
    Collections
    • Teses & Dissertações [10893]

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