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dc.contributor.authorAndre, Tamara Cardosopt_BR
dc.contributor.otherBufrem, Leilah Santiago, 1942-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.date.accessioned2020-07-31T12:37:01Z
dc.date.available2020-07-31T12:37:01Z
dc.date.issued2011pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/27323
dc.descriptionOrientadora: Profª Drª Leilah Santiago Bufrempt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação. Defesa: Curitiba, 16/12/2011pt_BR
dc.descriptionBibliografia: fls. 315-330pt_BR
dc.description.abstractResumo: investigação etnográfica sobre os usos do livro didático de alfabetização em uma escola municipal de Foz do Iguaçu, PR, realizada durante o ano letivo de 2010. Observa duas salas de aula e entrevista duas professoras a partir da etnografia educacional, principalmente na perspectiva de Rockwell, problematizando as seguintes questões: como as professoras usam o livro didático de alfabetização? Qual a importância do livro didático na cultura da escola? O que as professoras enfatizam mais na alfabetização, o ensino do código escrito ou as atividades envolvendo os usos sociais e significativos da leitura e da escrita? Analisa os dois livros didáticos adotados na escola, o Porta Aberta: Letramento e Alfabetização Linguística, distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, e o Alfabetização Fônica: Construindo Competência de Leitura e escrita, adquirido pela prefeitura de Foz do Iguaçu e cujo uso foi cobrado e fiscalizado por representantes da secretaria municipal de educação. Analisa teoricamente os dois livros didáticos e as relações com as concepções e métodos de alfabetização que fazem parte da história da educação no Brasil. Faz uma crítica ao método fônico de alfabetização. Mostra que os livros didáticos utilizados não contemplam, em suas propostas, a instrumentalização para o trabalho com as variações linguísticas presentes na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Discute o livro didático como instrumento de políticas municipais que buscam padronizar a alfabetização por meio de parcerias com empresas privadas. Questiona se é possível padronizar a alfabetização por meio do livro didático em um contexto plurilinguístico. Observa como as professoras adaptam os livros didáticos às crianças que chegam ao primeiro ano do ensino fundamental com cinco anos de idade e sem terem cursado a educação infantil, produzindo um ensino embasado nos preceitos escolanovistas e tecnicistas sobre a maturidade necessária para a alfabetização. Conclui que na cultura da escola o livro didático participa de processos de bricolagens (CERTEAU, 1994), múltiplas formas de usos e apropriações que as professoras fazem das teorias educacionais e livros didáticos a partir dos interesses, saberes e necessidades próprios. Observa que as professoras mesclam, com os usos do livro didático, práticas arraigadas, como o método silábico e os usos de abecedários e silabários. Mostra que, por meio de diálogos nos quais brincam e explicam as palavras para os alunos, as professoras tentam tornar significativas as atividades voltadas unicamente para o ensino do código escrito. No entanto, os alunos ao realizarem exercícios que visam ensinar as relações entre letras e sons, como completar palavras com letras que faltam, não efetuam a leitura das palavras, produzindo apenas o traçado mecânico das letras. Os alunos se esforçam para ler quando os textos são significativos, superando as dificuldades oriundas das diferenças entre fala e escrita. Conclui que a adoção obrigatória do método fônico induziu as professoras a enfatizarem os exercícios mecânicos de codificação e decodificação do escrito, em detrimento de atividades reais e interativas de empregos da leitura e da escrita...pt_BR
dc.description.abstractAbstract: this study is an ethnographic investigation about the uses of the alphabetization textbook, on a primary school belonging to the municipality of Iguassu Falls, during the entire year of 2010. Two classrooms were observed and the two teachers interviewed, according to educational ethnography, mostly on Rockwell perspective. The questions investigated are the following: how do the teachers use the alphabetization textbooks on their classes? What's the importance of the textbook on school culture? What do the teachers emphasize more: teaching to write as a code or activities involving social and meaningful uses of writing and reading? The textbooks adopted by the school were: Porta Aberta: Letramento e Alfabetização Linguística e Alfabetização Fônica: Construindo Competência de Leitura e Escrita. The first is distributed by the National Program of Textbooks (PNLD) and the latter was bought by Iguassu Falls municipality, which use was directly controlled by representatives of the Department of Education. It analyses theoretically both textbooks and their relations with alphabetization conceptions and methods as a part of Brazil's history of education. It criticizes the phonic method of alphabetization. It shows that the adopted textbooks don't allow the approach of the linguistic variations present on the triple frontier (Brazil, Paraguay and Argentina) by the teacher. It discusses the textbook as an instrument of municipal policies aiming to standardize alphabetization by means of partnerships with private companies. It questions if the textbook can standardize alphabetization on a plurilinguistic context. It observes how the teachers adapt the uses of the textbooks to unschooled five year old children, basing the pedagogic actions on escola nova and technicists precepts about the maturity needed to alphabetization. It concludes that, on the school culture, the textbook participates on bricolage processes (CERTEAU, 1994), wich is the multiple ways of using and appropriating that teachers do of educational theories and textbooks from their interests, knowledge and needs. It observes that the teachers mix, on their uses of the textbook, deep rooted practices such as the syllabic method, the ABC and syllabaries. It shows that thru dialogues on which the teachers make jokes and explain the words for the students, they try to render activities meaningful, aiming to teach writing only as a code. However, students doing exercises on relations between letters and sounds don't really read the words, producing only the letters' mechanic layout. The students endeavor more to read when the texts are meaningful, overcoming the difficulties arising from the differences between speech and writing. It concludes that the obligatory adoption of the phonic method of writing induced the teachers to emphasize the mechanic exercises of coding and decoding, to the detriment of real and interactive activities involving the uses of reading and writing.pt_BR
dc.format.extent336 f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectAlfabetizaçãopt_BR
dc.subjectEnsino fundamental - Livros didaticospt_BR
dc.subjectEtnologiapt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.titleUsos do livro didático de alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental em Foz do Iguaçu : estudo etnográficopt_BR
dc.typeTesept_BR


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