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    Análise retrospectiva de subtipos de HIV-1 em uma população procedente de Curitiba e relato de dados epidemiológicos

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    VERSAO FINAL 2.pdf (1.010Mb)
    Data
    2009
    Autor
    Gomes-da-Silva, Mônica Maria
    Metadata
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    Resumo
    Resumo: O HIV-1 sofreu grande diversidade genética em todo mundo desde o início da epidemia em 1981. Hoje há descritos 9 subtipos de HIV-1 (A, B, C, D, F, G, H, J e K), além de várias formas recombinantes. Os países que lideram as pesquisas sobre HIV, em especial sobre antirretrovirais e resistência a esses medicamentos apresentam pacientes com infecção pelo subtipo B. Países em desenvolvimento apresentam maior diversidade de vírus e o aumento do número de casos de HIV é maior nestes países que nos desenvolvidos. O Brasil, que fornece acesso gratuito a antirretrovirais a sua população desde 1996, é líder em número de casos de HIV na América do Sul. Estudos brasileiros relatam predomínio da infecção por subtipo B no Brasil, mas apresentando regionalização dos subtipos não B, com maior número de infecção por subtipo F nos estados das regiões norte e nordeste e subtipo C na região sul. O Paraná é um estado da região sul e nenhum dado procedente desta região foi publicado sobre a prevalência de subtipos de HIV. O objetivo deste estudo é relatar a ocorrência de subtipos de HIV-1 numa população do Paraná e avaliar suas características epidemiológicas. Genotipagens de 211 pacientes infectados pelo HIV-1 foram avaliadas quanto aos subtipos. Pacientes que tinham prontuários com dados completos foram selecionados (n=191). As características demográficas e clínicas dos pacientes foram comparadas de acordo com o subtipo. Cento e trinta e dois pacientes apresentaram infecção pelo subtipo B (69.1%), 41 subtipo C (21.5%), 10 subtipo F (5.2%), 7 recombinantes BF (3.7%) e 1 recombinante CF (0.5%). Os pacientes com infecção por subtipo não B eram mais do sexo feminino e heterossexuais, além de apresentarem menos tempo de infecção pelo HIV em comparação aos infectados por subtipo B. Cento e sessenta e um pacientes foram tratados com 3 classes de antirretrovirais e apresentaram falha virológica. As principais mutações de resistência foram avaliadas e comparadas, sendo na transcriptase reversa, os resíduos 41 e 210 mais mutados no subtipo B. Não houve diferença entre frequência de mutações para não-análogos de nucleosídeos entre os subtipos B e não B. Quanto à protease, as posições 10, 32 e 63 apresentaram mais mutações no subtipo B enquanto os resíduos 20 e 36, no não B. Dos pacientes falhados a esquema contendo nelfinavir, houve preferência pela via mutacional L90M para os vírus dos subtipos B e não B. As mutações K65R e V106M, frequentes em alguns estudos de subtipo C, foram raramente observadas. A mutação 63P e 36I, consideradas comuns em vírus dos subtipos B e C brasileiros, respectivamente, foram observadas com maior frequência. Há uma frequência significativa de infecção por subtipo não B no Paraná, com identificação dos subtipos C, F, BF e CB. O subtipo C predomina em mulheres e em heterossexuais.
     
    Abstract: Since the beginning of HIV epidemic in 1981, HIV-1 presented rapid viral evolution. Nowadays 9 HIV-1 clades (A, B, C, D, F, G, H, J and K) and many recombinant forms were described. Developed countries, where most research in HIV was done, enrolled mostly patients with infection by HIV-1 subtype B. Resource limited countries have patients with different HIV-1 subtypes and these are places where HIV-1 numbers still increase. Brazil has a history of universal and free access to ARV therapy since 1996. Data from Brazil show that most HIV-1 infections are caused by subtype B, but geographical differences between southern and northern states have been shown, with more subtype C in southern states and subtype F in northern and northeast regions. Parana state in located in Brazil’s south region and no data about HIV diversity has been published so far. The primary objective of this study is to describe HIV subtypes in a population from Parana and evaluate its characteristics. Genotypes from 211 patients with confirmed HIV-1 infection were studied. Patients with complete medical charts were selected (n=191). Demographic and clinical characteristics were compared according to HIV-1 subtype. One hundred thirty two patients presented with subtype B infection (69.1%), 41 subtype C (21.5%), 10 subtype F (5.2%), 7 recombinant BF (3.7%) and 1 recombinant CF (0.5%). Patients with subtype B infection had been diagnosed earlier than patients with subtype non B. Also, subtype B infection was more frequent in men who have sex with man, while non B subtypes occurred more frequently in heterosexuals and women. Patients with previous history of 3 classes of ARVs (n=161) intake were selected to evaluate resistance. The most frequent resistance associated mutations (RAM) were compared according to subtype. For transcriptase reverse inhibitors, 41L and 210W were more frequently observed in subtype B than in non B strains. No differences between subtypes and mutations were observed to NNTRIs. Mutations at 10, 32 and 63 position of protease were more observed in subtype B viruses than non B, while positions 20 and 36 of showed more amino acid substitutions in subtype non B viruses. Patients with history of nelfinavir intake were evaluated to resistance pathway. The L90M pathway was more frequent in subtypes B and non B. Mutations previously reported as common in non B viruses, such as 65R and 106M, were uncommon in our study. Mutations 63P and 36I, previously reported as common in HIV-1 subtypes B and C from Brazil, respectively, were common. We conclude that there are a significant frequency of HIV-1 non B infections in Parana state, with isolates classified as subtypes C, F, BF and BC. Patients with subtype C infection were more frequently female and heterosexual.
     
    URI
    https://hdl.handle.net/1884/26234
    Collections
    • Teses & Dissertações [10894]

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